Crianças até esquecem a dor
No Hospital do Câncer, onde a ala da pediatria já é toda colorida, a brinquedoteca fica dentro de uma pequena sala com bancos, tevê, DVD e vários brinquedos - a maior parte doados pela comunidade. Segundo Valéria Canonico, assessora de eventos e captação de recursos do hospital, a sala foi reformada recentemente, com recursos doados por Analisa Montini. Analisa escreveu um livro em homenagem à filha, que se tratou no local mas acabou não resistindo, intitulado ''Mayra, a boneca que virou anjo''. Com a renda obtida pela venda dos exemplares (mais de R$ 15 mil), ela conseguiu viabilizar a reforma.
O local é aberto para crianças e adolescentes, de zero a 18 anos. ''Desde que inauguramos essa ala da pediatria, há três anos, conseguimos melhorar muito a qualidade e a humanização no atendimento. Agora podemos oferecer mais conforto, estrutura melhor e recreação'', destaca Valéria, acrescentando que, além do espaço, as crianças recebem atendimento da ONG Viver e do Plantão Sorriso.
''Este é o hospital mais legal que eu já vi até hoje. Eles cuidam bem da gente, tem brinquedos para brincar. Sou de Arapoti, e lá o hospital é bem pequeno'', compara Guilherme Fernandes Podigurski, 9 anos, que tem retorno no Hospital do Câncer toda terça-feira. Já Vítor Afonso Santos, 14 anos, não curte os brinquedos, mas tem a oportunidade de assistir ali aos desenhos de que gosta.
Rita de Paula vê muito mais vantagens nesse espaço. ''É bem melhor para a recuperação, a criança esquece até que está doendo alguma coisa'', elogia. Ela é mãe de Luis Henrique, 17 anos, também em tratamento, e afirma que, sem um local como esse, seria mais complicado fazer com que os filhos permanecessem no hospital. (A.I.)





