O pequeno Carlos Augusto Santana da Silva, de 5 anos, foi o primeiro da fila que levou os 73 alunos do Ensino Fundamental da Escola das Américas, localizada na Zona Norte, a conhecer a experiência do voto. Foi uma simulação, mas as cédulas levavam os nomes e as imagens dos reais candidatos que disputam a Prefeitura de Londrina na eleição do próximo dia 29. Os estudantes se revelaram verdadeiros cidadãos mirins enquanto assinavam as cédulas de votação, na tarde de ontem.
''Não posso falar para quem eu votei porque o voto é secreto, mas escolhi esse candidato porque eu ouvi ele falando que vai construir um hospital'', comentou Carlos, decidido, logo depois de deixar a urna. A aluna da quarta série, Gabriela de Medeiros, 6, também lembrou da promessa do hospital e afirmou que tem acompanhado a prograganda eleitoral na TV todo dia. ''Eu assisto os dois candidatos falando, até o final. Comecei a assistir depois que aprendi aqui na escola que a gente tem que escolher certo e não vender nosso voto'', revelou.
A professora da 4 série, Roseli Silva, trabalhou com os alunos temas como a constituição federal e o voto consciente, e abordou, por meio de dinâmicas e debates em sala de aula, outros assuntos ligados à cidadania. ''Conversamos sobre o processo do Brasil desde o Império, ditadura, presidencialismo e democracia e mostramos para eles que o voto é uma ação individual, que não deve ser vendido por uma galinha, por um pacote de arroz ou por qualquer coisa'', disse.
Apesar de apresentar pouca idade para entender todo o processo político, os alunos da 1 série se mostraram orgulhosos de conseguir escrever o nome correto dos candidatos e faziam questão de exibir as letras quando preenchiam a cédula de votação. Já os alunos da 4 série ficaram responsáveis pela fiscalização da sala e também fizeram o papel de mesários.
Nicolle Christine Silva Ferreira, 10, da 4 série, contou que se surpreendeu quando a professora disse que houve um tempo em que as mulheres não votavam. ''Não entendia por que e hoje eu sei que todo mundo tem o direito ao voto. Assim que eu tiver 16 anos eu já vou querer votar'', comentou. Paula Cobbo, 9, escolheu um candidato por acreditar que ele seja honesto. Ela disse que o acompanha na TV e aposta que se ele for eleito a cidade vai melhorar. ''Você tem que ter consciência, é isso que é o voto consciente. Você tem que aprender sobre o candidato e ver se o que ele está falando pode ser feito de verdade'', ensinou.

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