Crianças aprendem sobre trânsito seguro
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segunda-feira, 30 de setembro de 2002
Da Redação 
Maringá - A Viapar - concessionária responsável por 475 quilômetros de rodovias com pedágio das regiões Norte e Noroeste do Paraná - está investindo na educação como uma forma de prevenir acidentes de trânsito. Por meio da Oficina de Trânsito Rodoviário, a concessionária recebe toda semana, 80 crianças de 9 a 13 anos de idade, estudantes das redes pública e particular de 23 municípios da região de abrangência da Viapar.
Segundo o engenheiro Nilton Marchetti, presidente da Viapar, o programa é inédito entre as concessionárias do Paraná e um dos únicos do País em operação. A oficina, instalada em uma área de mil metros quadrados na sede da empresa localizada na saída para Campo Mourão, reproduz as condições de uma rodovia de verdade. A iniciativa faz parte dos projetos sócio-educativos da concessionária.
Os alunos passam um período do dia na oficina onde também participam de um teatro de fantoches, brincadeiras educativas e de uma palestra. Marchetti explica que o objetivo é incentivar os alunos a aprender sobre o trânsito e conscientizarem os pais motoristas da necessidade de respeitar a lei para evitar acidentes.
Marchetti lembra que por causa do recolhimento do ISSQN (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza), cujo repasse é obrigatório da concessionária aos municípios com áreas de rodovias próximas dos postos de pedágios, pequenas cidades estão conseguindo também dinamizar atendimentos, principalmente, nas áreas da saúde e social. Desde o ano passado, os repasses do ISSQN, conhecido como ''imposto do pedágio'', representam R$ 6,3 milhões para as prefeituras.
Municípios de pequeno porte, como Floresta (25 km de Maringá) e Presidente Castelo Branco (26 km de Maringá) recebem por mês, respectivamente, R$ 20 mil e R$ 12 mil do imposto. Em Floresta, a prefeitura utiliza o dinheiro na pavimentação de ruas e assistência social, mas o imposto também já contribuiu na conclusão das obras de um hospital.
A Prefeitura de Presidente Castelo Branco direciona os recursos para a assistência social, reequipamento do hospital e compra de remédios. Conforme Marchetti, os benefícios gerados nos pequenos municípios em razão do repasse do imposto representam um dos aspectos sociais mais importantes para a concessionária.


