Crianças aprendem robótica
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Já foi o tempo em que a disciplina de informática nas escolas propunha como desafio maior aos alunos a descoberta de programas básicos dos sistemas de operação. Hoje, já é possível que crianças a partir de nove anos, nessas mesmas aulas, tenham noções mais aprofundadas de tecnologia e, por que não, de robótica.
Em Londrina, a escola de educação infantil Vagalume é pioneira no empreendimento, por meio de uma parceria com a Lego Educacional. Aliada às tradicionais aulas junto ao micro, os alunos são divididos em grupos de trabalho pedagógico para a elaboração e discussão de projetos montados com peças do jogo Lego.
De acordo com a diretora do Vagalume e assessora pedagógica da Lego em Londrina, Sílvia Cruciol, as atividades são feitas em grupos de quatro alunos. Eles recebem um kit com peças e revistas cujos temas estão alinhados à Lei de Diretrizes e Bases (LDB) do Ministério da Educação (MEC). ''O grau de dificuldade varia conforme a série que o aluno esteja cursando. Do primeiro ao quarto ano, (os projetos) são todos manuais, com o uso de pilha. De quinta a oitava, como a construção envolve noções de robótica, aquilo que foi antes construído agora é programado pela própria criança no computador'', explica. Assim nascem, em uma escala crescente de complexidade, piões, pequenos guindastes e até planetários robotizados.
Como há somente um kit por grupo (em geral, de quatro alunos), é feita uma divisão de tarefas e funções, seguindo as orientações da revista: um deles seleciona as peças, entregues ao construtor. Enquanto isso, o desenhista passa para o papel a ''obra'' para que o quarto integrante faça a apresentação daquilo que foi criado. Tudo isso, no período de um mês. ''Precisamos desenvolver nas crianças uma via de novas aptidões, já que, no processo de globalização, a tecnologia é fundamental. E isso tudo os ensina na prática que a organização externa constrói a organização interna'', define a diretora, que organizou recentemente a primeira exposição dos trabalhos.
A escola recebe o material em regime de comodato, ou seja, ele é usado, sem custos, até que vigore o contrato com o fabricante. Somente as revistas são pagas R$ 9 cada, uma por aluno. Segundo Sílvia, a nova metodologia, já empregada na Europa e nos Estados Unidos, além de Curitiba implantada na rede municipal , deve ser em breve expandida a outras unidades da rede particular de ensino de Londrina.
No caso de Londrina, segundo a diretora do Vagalume, profissionais da rede pública estão sendo convidados para as oficinas sobre a disciplina que acontecem dias 21 e 22 de julho durante um encontro de profissionais da rede particular do Norte do Paraná.


