''Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega a criançada que tem medo de careta.'' Vinte e sete alunos do Centro de Educação Infantil (CEI) Sebastião Sanches Saraiva, do Jardim São Pedro, Zona Leste de Londrina, cantavam em coro a velha cantiga da vovó enquanto passeavam pelo Parque Ney Braga, nesta semana. As visitas de grupos escolares, projetos de inclusão para jovens e adultos, grupo de alunos especiais e da terceira idade seguem até o dia 9. Estão previstas cerca de 25 mil pessoas durante as excursões ao parque.
Com idade entre três e cinco anos, as crianças que visitaram a ExpoLondrina exploraram primeiro a Fazendinha para depois admirar os bois. Por último, os pequenos foram no parque de diversões mas, segundo a diretora da creche, Isaura Dalgiso, não poderiam brincar, por falta de recursos.
Mesmo assim, a turminha seguiu animada pelo parque, acenando para chamar a atenção dos bois e ovelhas que encontravam pelo caminho. ''Gostei do boi, mas prefiro brincar'', confessou Thiago Afonso, de 4 anos, veterano de ExpoLondrina. Giovana, 3, disse que não tem medo dos bois: ''Eles são bonzinhos''.
Segundo a professora Daniela Arcanjo, a partir do passeio é feito um trabalho educativo. ''Assim que chegamos na escola, eles participam de debate. Dá para explorar vários assuntos, como os animais e até o de onde vem o leite que eles tomam'', comentou Daniela, citando que a ordenha foi o que mais chamou atenção dos pequenos durante a visita à Fazendinha.
Visitando a ExpoLondrina pela primeira vez, Eduardo, 5, se encantou com os peixes. ''Tive um pouco de medo dos bois, mas passei a mão em um deles'', disse o menino, que veio de Apucarana (Norte) com os avós Isabel e Nelson Oliveira só para conhecer o parque de exposições. ''Todo ano a gente vem, tem muita coisa importante para ver'', opinou o avô.
Numa parada estratégica para o lanche, depois de rodar todo o parque, os cerca de cem alunos da Escola Municipal Neman Sayun, no Conjunto Ruy Virmond Carnasciali (Zona Norte), comentavam sobre o que mais gostaram na visita. Gabriela, 10, frequenta a exposição desde os três anos e achou o passeio deste ano bem diferente dos outros: ''Trouxe uma câmera fotográfica para tirar fotos dos bois e aprendi sobre o bicho da seda, que não conhecia. Foi o que eu mais gostei este ano''.
Mateus, 9, achou tudo ''muito interessante''. ''Gostei dos bois, mas prefiro os bichos da seda. Nem imaginava a importância deles para a preparação do tecido'', declarou. Jeferson, 6, também assistia tudo com olhos curiosos, já que nunca tinha visto bois tão grandes: ''É legal passear fora da escola''
No parque de diversões, uma centena de alunos da Escola Estadual Benjamim Constant (Centro) se dividiu entre os brinquedos, mas a montanha russa foi a sensação. ''Deu um medinho'', confessou Felipe, 11, que nunca tinha subido no brinquedo.

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