Kraw PenasAcima da médiaA mãe de Juliana começou a se preocupar porque ela tinha poucas amizades e ficava em depressão. Sem conseguir responder às perguntas cada vez mais difíceis, procurou orientação especializada. Agora, Juliana voltou a ser felizA gerente administrativo Salete Paul, 36 anos, sempre soube que a filha Juliana, 14 anos, era diferente das outras crianças. Juliana começou a desenhar com quatro anos e a ler com cinco. No ano passado, chegou a fazer até uma vernissage.
Apesar de notar que Juliana tinha mais habilidade do que o normal, só no ano passado Salete buscou orientação para incentivar a filha. ‘‘Eu não tinha resposta para muitas perguntas que ela me fazia. De repente, ela não falava mais porque eu não a entendia’’, diz Salete. ‘‘Comecei a me preocupar porque ela tinha poucas amizades e ficava em depressão.’’
Na escola, a menina também não recebeu a atenção que precisava. ‘‘Juliana acabava tudo antes e a professora falava para ela ajudar os que tinham dificuldades, em vez de oferecer a ela coisas mais difíceis.’’
Hoje, Salete sabe como lidar com a filha e diz que Juliana mudou bastante. ‘‘Ela continua com o mesmo interesse e capacidade, mas a parte emocional melhorou bastante’’, diz. ‘‘Ela está mais paciente, não busca tanta perfeição nos outros e tem amigos.’’ A convivência com os irmãos João Gustavo, 7 anos, e Pedro, 10 anos, também está melhor.

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