Criança ligou mais de 60 vezes
Em Apucarana, o índice de trotes chega a 45%. ''Uma outra pessoa pode estar precisando de atendimento urgente e a linha está ocupada com trote'', afirma o ex-coordenador do Samu, Rodrigo Cezar de Faria.
Um dos casos que mais chamou a atenção dele foi o de uma criança que ligou mais de 60 vezes de um mesmo número, sendo que na última vez a mãe dela realmente precisava de atendimento. ''Nunca deixamos de atender, mesmo quando desconfiamos que é trote. Essa noite que recebemos o chamado, uma pessoa estava infartando'', conta Faria. Ele relata que o filho utilizava o celular da mãe sem que ela soubesse e passava os trotes no Samu.
Para tentar minimizar a situação, no final do ano passado, a coordenação do Samu enviou à Polícia Civil ofícios informando os números de telefones registrados como trotes e pedindo providências.
Em Maringá, apesar de o número de trotes também ser grande, eles não entram na estatística. É o que informa a coordenadora de enfermagem do Samu de Maringá, Meire Berwald. ''Temos um número alto de trotes, mas eles não entram na estatística. Para gerar estatística no nosso sistema tem que ser uma ocorrência, como os trotes são identificados no meio das ligações, não geram ocorrências'', explica.
Ela afirma que os médicos chegam a ir ao local, identificam que não se tratava de fato de uma ocorrência e voltam para a base. Geralmente as ligações são feitas de orelhões. (Kalinka Amorim/Reportagem Local)





