Criança é morta com um tiro durante pescaria
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de outubro de 2003
Candice Dequech<br> Equipe da Folha 
Curitiba Uma criança de nove anos foi morta com um tiro nas costas durante uma pescaria dentro de uma fazenda no município de Palmas (95 km a leste de Pato Branco). O crime ocorreu no último sábado, por volta das 21 horas, quando o agricultor Ermínio José Camargo e os dois filhos, Isaac Ribas Camargo, nove anos, e outro de sete anos (não identificado pela polícia), estavam pescando em um rio da fazenda.
Segundo o investigador Jair Zucco, um dos autores dos disparos que mataram Isaac e feriram o pai dele, Ermínio Camargo, foi o capataz da fazenda, Marcelo Ferreira da Rocha. O capataz estava acompanhado de outros dois menores. Marcelo Rocha e J.G.P, de 16 anos um dos donos da fazenda não teriam gostado da invasão e teriam atirado contra Camargo e as crianças. O agricultor foi atingido na perna e Isaac , nas costas. Ainda de acordo com a polícia, J.S.B., também de 16 anos, teria ajudado Rocha e J.G.P., segurando uma lanterna durante os disparos.
Isaac morreu no local e o pai dele ficou imobilizado. O outro filho de Ermínio saiu para procurar ajuda e perdeu-se na fazenda. O investigador relatou que, na segunda-feira pela manhã, o garoto chegou à sede da fazenda e encontrou J.P., a proprietária. Segundo Zucco, a mulher mora no centro da cidade, enquanto que seu filho fica na fazenda com o capataz. ''O menino então contou a J. o que havia ocorrido e ela o levou até a delegacia para dar queixa.''
''Quando nós chegamos lá, com o outro filho de Ermínio, pedimos ajuda a Marcelo da Rocha e a J.G.P. para chegarmos até o local indicado pela criança'', afirmou. Segundo o investigador, eles ajudaram a carregar o corpo do menino e a socorrer o agricultor. Interrogados sobre o ocorrido, ainda dentro da fazenda, os acusados negaram, inicialmente, qualquer envolvimento. Mas, segundo Zucco, no final acabaram confessando o crime.
A polícia apreendeu com o capataz um revólver calibre 38. Rocha e J.G.P. compareceram depois à delegacia para prestar depoimento acompanhados de seus advogados, mas se reservaram ao direito de falar somente em juízo. Eles devem responder por homicídio qualificado. A pena é de seis a 12 anos de reclusão. A polícia ainda não ouviu Camargo, que está hospitalizado, nem os familiares da vítima. Os dois menores, acusados de envolvimento na morte do garoto, foram encaminhados para a Vara da Infância e da Juventude de Palmas.


