Mas, afinal, até que ponto se ''emperiquetar'' é saudável? A psicóloga Devanira Domingues Demarque, especialista em terapia familiar e sexualidade, explica que ter uma rotina em busca de uma melhor aparência não faz parte do universo infantil, e vê essa vaidade precoce como a queima de uma fase da vida. ''Não vejo a vaidade como algo saudável em crianças, pois durante o caminhar da vida passamos por várias fases. Quando queimamos uma delas, lá no futuro, ela irá nos fazer falta'', comenta.
Segundo a psicóloga, a criança aprende quase tudo por imitação dos pais e, geralmente, são fases passageiras. Porém, quando a criança começa a responder a essa vaidade por incentivo de um adulto, passa a ser algo preocupante e perigoso. E para ela, os únicos responsáveis em perceber se essa busca constante pela beleza é pura vaidade ou uma necessidade, são os pais.
''Somente através de um diálogo é que eles poderão avaliar as vontades e queixas da criança. Quando não se trata de uma necessidade, os pais devem deixar que as crianças façam suas escolhas, mas nunca permitir que elas exagerem'', indica Devanira, que também reforça a importância de impor limites. ''A mãe tem que explicar que existem coisas de criança e coisas de adulto. Ela deve fazer com que a filha entenda que há uma diferenciação. Criança é criança e deve se comportar como tal'', ressalta. (M. O.)

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