Criança é atacada pelo pitbull da família
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de março de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Uma criança de 5 anos foi atacada na tarde de ontem pelo cachorro pitbull da família enquanto brincava no quintal de casa no Jardim Santa Rita (Zona Oeste de Londrina). Heloísa Cristina do Prado foi socorrida pelo Siate e encaminhada para o Hospital Infantil. No final da tarde, ela passava por avaliação do cirurgião plástico e seria encaminhada para cirurgia ainda ontem.
De acordo com a assessoria de imprensa da Santa Casa, a criança sofreu escalpelamento do couro cabeludo e teve ferimentos no pescoço, face e orelha esquerda. Mesmo com machucada com tanta gravidade, ela estava consciente e com os os sinais vitais perfeitos enquanto recebia atendimento no pronto-socorro.
O incidente ocorreu por volta das 15h30, na casa da família, na Rua Piquiá. A mãe da vítima conta que precisou buscar ajuda para fazer o animal soltar a criança. ''Ela estava brincando com uma prima e eu ouvi os gritos. Quando vi, ele estava grudado na cabeça da criança e não consegui fazer com que soltasse. Tentei jogar água mas ele não soltava'', relata a dona-de-casa Maria Neusa Moreira, 52.
O nome do pitbull é Max, ele tem um ano e três meses e pertence ao estudante Diego Gustavo Moreira, 16, irmão da vítima. Segundo o jovem, o ataque ocorreu porque ele soltou o cão e esqueceu de avisar a família. ''Eu não estava em casa e ele me obedece mais do que qualquer outra pessoa. Nunca tive problemas dele atacar ninguém, mas o Max já matou um vira-latas que a gente tinha'', conta. Ele contou que foi necessário lavar o chão do quintal, manchado com o sangue da vítima.
Os familiares disseram que sempre tomaram todos os cuidados necessários com o cachorro. Os passeios, de acordo com Diego Moreira, sempre eram com focinheira para evitar riscos para as pessoas na rua. ''Na família, todo mundo gostava do cachorro. Nunca houve problema nenhum'', contou a irmã Vandenilsa Fernanda Moreira, 25.
Neusa Maria disse que os médicos orientaram a observar o animal por pelo menos dez dias para verificar se apresenta algum sinal de raiva ou outra doença. Depois desse prazo, segundo ela, Max deve ser sacrificado.


