Marco NegriniSituação de riscoMato no campus da Universidade de Maringá, que tem 57 alqueires, facilita ataque dos agressoresUma criança de 11 anos sofreu atentado violento ao pudor anteontem à noite, no campus da Universidade Estadual de Maringá (UEM). L.S.C.M. foi atacada por um rapaz de estatura baixa, moreno, por volta das 20h30, quando voltava para a casa depois de ter frequentado aulas do curso de italiano no Instituto de Línguas da UEM. O rapaz praticou sexo anal com a menor. Em fevereiro, também no campus da UEM, uma estudante foi estuprada e registrou queixa na Delegacia da Mulher.
Os dois casos de estupro e atentado ao pudor dentro da UEM preocupam a comunidade, já que o policiamento armado dentro de universidades é proibido por lei federal. A UEM só conta com policiamento preventivo. De acordo com o depoimento de L.S.C.M., ela foi abordada pelo rapaz às 20h30 e só libertada à meia-noite. O rapaz chegou a ameaçá-la de morte se ela gritasse ou reagisse. A menina foi encaminhada ontem de manhã para exame de atos libidinosos (para compravar a penetração anal), exame de conjunção carnal (penetração vaginal) e de lesões corporais.
Segundo a escrivã de polícia Mariza Cácia de Almeida, a menina tem lesões no pescoço. Ela afirmou que pelas características dadas pela menina, o rapaz que a atacou é o mesmo que estuprou a estudante da UEM em fevereiro. ‘‘É o mesmo vocabulário, com muitos palavrões e o mesmo tipo de abordagem’’, explicou Mariza. L.S.C.M. também disse que o agressor chegou a afirmar que dentro da UEM há grupos de pessoas cometendo este tipo de crime e que os ‘‘territórios’’ são delimitados. O local onde ele atacou a menor, segundo teria dito o agressor, lhe pertencia.
A vice-reitora da UEM, Neusa Altoé, disse ontem que a universidade já está tomando medidas para evitar estes crimes no campus. Ela afirmou que desde fevereiro quando houve o estupro da estudante, todos os setores, inclusive o da vigilância, foram comunicados. ‘‘Pedimos aos alunos que não andassem sozinhos pelo campus, principalmente à noite’’, informou.
Ela assegurou que a vigilância preventiva dentro da UEM será redobrada. ‘‘É o que podemos fazer, porque por lei federal o policiamento armado é proibido dentro da universidade’’, confirmou. A Polícia Civil, segundo a vice-reitora, já está investigando o caso, mas até agora não há pistas do agressor ou agressores.
A UEM oferece 14 cursos de pós-graduação à noite e tem cerca de 3 mil estudantes matriculados no período. No campus também funciona o Centro de Aplicação Pedagógica (CAP) que oferece aulas de 2º grau para 210 alunos no período da noite.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) não tinha conhecimento da violência sexual de anteontem à noite. Diretores do DCE prometeram agendar algum tipo de atividade de protesto.

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