Criança é a quarta vítima fatal do acidente
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sexta-feira, 02 de setembro de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
Arapongas O acidente em Arapongas (37 Km a oeste de Londrina) com o ônibus que transportava bolivianos de Foz do Iguaçu para São Paulo, fez ontem a quarta vítima fatal. Uma criança, identificada apenas por Glasiavieu, aparentando dois anos de idade, morreu na madrugada de ontem, no Hospital João de Freitas, em Arapongas.
O corpo da criança chegou ao Instituto Médico Legal (IML) de Londrina ontem de manhã. Outras duas vítimas fatais do acidente, uma mulher e uma criança, também foram identificadas ontem Sônia Viky Chipana Huaylluco, de 21 anos, e Ademar Raymi Gonzales Miranda, de 4 anos. A quarta pessoa morta no acidente é Cecílio Fiesta. O chefe administrativo do IML, Fernando Piccinin, disse que aguardava autorização da Polícia Federal para liberar os corpos das vitimas.
O acidente aconteceu às 3 horas de quinta-feira, na PR-444, quando uma forte neblina cobria a região. O veículo tombou num barranco. O ônibus estava superlotado, com pelo menos 50 bolivianos (a grande maioria em situação ilegal). Três brasileiros também estavam no ônibus.
Outras quatro vítimas continuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do João de Freitas. Uma delas passou por uma cirurgia na manhã de ontem. Outros pacientes foram liberados.
No Hospital da Providência, em Apucarana, os quatro pacientes atendidos foram liberados ontem. Na Santa Casa, dos 31 atendidos, 20 pacientes continuavam internados em observação, sem previsão de alta. Agentes da Polícia Federal continuam no hospital, até que todos os pacientes sejam liberados.
Depoimento Os três motoristas da empresa Aruama Turismo, de Foz do Iguaçu, prestarem depoimento ontem à tarde. José Brito de Sá, 55 anos, José Cícero Romão, 48, e José Maria Alves de Oliveira, 47, chegaram a ser presos, mas foram liberados no final da tarde mediante pagamento de fiança, arbitrada em R$ 500,00. A PF autuou os envolvidos pelo crime de introdução de estrangeiros de forma clandestina. Eles podem pegar de 1 a 3 anos de detenção.
A PF informou que a empresa responsável pelo transporte vai responder processo por carregar passageiros sem documentação, de acordo com a Lei-6815 de 1980, artigo 125, inciso 6º do Código de Estrangeiros. A empresa pode ser multada em R$ 827,75 por cada estrangeiro.
Segundo a PF, depois da alta no hospital, os bolivianos têm prazo de oito dias para deixar o País. Os que não saírem por conta própria serão deportados.


