Giovani Ferreira
Curitiba
Elisandra Mainardes da Silva, 5 anos, que desapareceu anteontem durante a realização de um congresso no Centro de Atendimento Integral a Criança (Caic), em Pinhais, foi encontrada no morta no final da tarde de ontem em um rio nas proximidades do município de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Quando desapareceu a menor estava acompanhada da mãe, Noemi Mainardes da Silva, que veio de Sumaré, interior de São Paulo, participar de um encontro da Igreja de Deus do 7º Dia.
Até o fechamento desta edição os policiais de Pinhais ainda não tinham maiores detalhes sobre a morte da menina. Investigadores estavam no local onde o corpo foi encontrado, procurando alguma pista que levasse ao criminoso. Eles não informaram as condições em que estava o corpo de Elisandra. A causa da morte deve ser revelada hoje.
Um dos principais suspeitos do desaparecimento de Elisandra é o vigia do Caic, Artur Cézar Casagrande. Em depoimento na delegacia de Pinhais ele contou que viu a menina sair com um grupo de jovens. O que gerou a desconfiança da polícia, segundo o investigador Francisco Antunes, é que o vigia também afirmou com certeza que a menina não retornou com esse jovens. A polícia agora quer saber porque Casagrande estava prestando tanta atenção na menina, a ponto de identificar a sua saída e garatir que ela não voltou.
De acordo com Antunes, o vigia caiu em muitas contradições durante o seu depoimento. Logo após a constatação do desaparecimento, ele teria pedido ao seu superior para voltar para a casa, alegando que não estava se sentindo bem. No entanto, isso foi às 22 horas, mas Casagrande chegou em sua residência somente às 1h30 da manhã de ontem.
A polícia de Pinhais deve chamar o vigia para um novo depoimento. Sua esposa e alguns vizinhos também serão intimados a depor. Casagrande é funcionário da prefeitura local há 12 anos e não possui passagem pela polícia.

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