Os cães de guarda, por mais ferozes que sejam, precisam conviver com a família e receber sempre muito carinho dos donos. Esta é a opinião de dois proprietários de cães de Londrina, que têm nos seus animais verdadeiros companheiros. O agropecuarista Antonio Ricardo Ferraz Bocater, que mora sozinho, demonstra afeto de irmão por seus quatro exemplares de mastim napolitano e garante: ‘‘É como se fossem a minha família.’’
Segundo o criador, os animas da raça mastim napolitano são muito dóceis com as pessoas com as quais convivem, mas ao mesmo tempo são ótimos para fazer a guarda, porque são muito grandes, de aparência assustadora, capazes de cuidar do seu espaço até a morte. ‘‘Com estranhos, não tem jeito. Eles atacam mesmo.’’ Ricardo lembra que, independente da raça, os cães precisam de espaço para caminhar, precisam conviver com gente e com outros animais. ‘‘Quando ficam só presos, estressam-se’’, diz o agropecuarista.
A funcionária pública Noemy Pansard, dona de cinco cães rottweiler, tem a mesma opinião. Para ela, o animal tem que conviver com a família para aprender a se relacionar e aprender os hábitos da casa. ‘‘No caso dos rottweiler, eles são muito inteligentes e aprendem com muita facilidade’’, explica, lembrando que uma característica da raça é estar sempre querendo agradar o dono.
Noemy ressalta que, em qualquer caso, o comportamento dos donos é fundamental para definir as reações do cachorro. Porém, ela ensina que cada animal tem um temperamento diferente e uns precisam ser tratados com mais energia que os outros para ficarem disciplinados.Josoé de CarvalhoAgropecuarista Antonio Ricardo Ferraz e seu cão: famíliaSilvana Leão

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