O criador do Vaporetto, o italiano Franco Polti, é conhecido no mundo dos negócios como uma figura predestinada. Ele começou a fabricar eletrodomésticos partindo de um investimento inicial de apenas US$ 1 mil. Em 1989, já faturava US$ 10 milhões e, três anos depois, US$ 200 milhões ao ano. Hoje, o carro-chefe da indústria é justamente o Vaporetto, embora a fábrica tenha uma linha extensa de eletrodoméstico.
Seguindo os passos do empresário italiano, o engenheiro João Zangrandini trouxe o Vaporetto para o Brasil em 93. Em sociedade com Polti, montou uma indústria de Araras (SP), inaugurada no final do ano passado, para fabricar o aparelho. Em 97, deve faturar US$ 140 milhões, quase o dobro do volume de 96. E as informações da empresa é que ainda não é possível atender nem metade da demanda de 80 mil unidades/mês.
João Zangrandini foi imigrante brasileiro na Itália nos anos 80. Hoje, a Polti do Brasil vende mais do que na matriz italiana e mantém 200 pontos de assistência técnica. A trajetória do engenheiro no Brasil - partindo do nada e acumulando milhões de dólares - foi destaque no final do ano passado nos principais jornais e revistas do país no final do ano passado. No começo do ano, ele esteve em Londrina e contou como alcançou o sucesso.
(Lúcio Horta)

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