Criado gabinete de gestão integrada de segurança
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O prefeito José Roque Neto (PTB) assinou ontem o decreto de criação do gabinete de gestão integrada de segurança, que organizará as atividades e gerenciará a elaboração e apresentação de projetos para pleitear verbas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Os integrantes deste gabinete deverão tomar posse na segunda-feira. No comando do gabinete, o coordenador de Segurança Pública de Londrina Pedro Marcondes. Segundo o prefeito, os projetos conjuntos devem ser encaminhados em março para o governo federal.
A assinatura foi feita durante encontro dos prefeitos da região, respresentantes de órgãos ligados ao setor e do Pronasci (vinculado ao Ministério da Justiça), no Hotel Sumatra. A meta dos municípios da Região Metropolitana de Londrina é apresentar projetos em conjunto para reivindicar investimentos do programa, que tem orçamento previsto de R$ 6,7 bilhões até 2012 para todo o País.
Os jovens de 15 a 24 anos são o foco. A ideia do Pronasci, de acordo com o coordenador de relações institucionais Celso Toscano Paz, é mudar o paradigma policial. ''Não podemos abandonar a repressão, mas não podemos viver somente da repressão. É preciso trazer para o público foco programas aos quais não teve acesso por estar impedido pela criminalidade'', afirmou.
Para isso, há iniciativas em diversas frentes, como bolsas de estudos e acesso a financiamento da casa própria para policiais, construção de presídios, educação dos apenados, entre outras ações. Ele afirmou que, depedendo dos projetos apresentados e das necessidades, a região poderá receber até mais de R$ 6 milhões em investimentos. Advertiu, no entanto, que a Guarda Municipal é um pré-requisito para participação do município. E acrescentou que a criação de uma Secretaria Municipal de Segurança Pública também é recomendável.
A coordenadora da RML, Elza Correia, reforçou que não é possível discutir segurança sem investimentos em projetos sociais de inclusão. ''Não vamos resolver o problema se tentarmos atacar só as consequências da criminalidade, da violência, da insegurança'', enfatizou.


