O Conselho de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar aprovou ontem (28) a criação da Câmara Técnica de Meliponicultura do Estado do Paraná. A câmara vai discutir aspectos relacionados à sanidade, legislação e pesquisas na área da meliponicultura.

Para o veterinário Roberto Carlos de Andrade Silva, sanidade e legislação representam entraves para a comercialização de mel e derivados. Ele destacou o aspecto ambiental da atividade, lembrando que as abelhas nativas contribuem para povoamento das APPs (Áreas de Preservação Permanente) e de Reserva Legal. Além disso, a prática da meliponicultura nessas áreas de preservação representa alternativa de geração de renda para a agricultura familiar.

Essas abelhas podem ser criadas no meio rural e urbano, devido à docilidade de suas espécies. Conhecidas popularmente no Brasil como abelhas jataí, uruçu, mandaçaia, guaraipo, mirim, entre outras, elas produzem mel, pólen, própolis e cera de excelente qualidade.

Além disso, a pesquisa científica confirma os benefícios da polinização para o desenvolvimento de sementes, plantios florestais e de frutas e para o aumento da produtividade de culturas importantes.

Segundo estudo do segmento, os polinizadores podem ser responsáveis por um acréscimo de 50% na produção de soja, de 45% a 75% na produção de melão, 40% na produção de café, 35% na produção de laranja, 88% na produção de caju, 43% na produção de algodão e 14% na produção de pêssego.

mockup