Dorico da SilvaNova atividadeCarne e pele de coelhos ajudam a manter a Apae de IbiporãA criação de coelhos é a mais nova atividade que está sendo desenvolvida na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Ibiporã (14 quilômetros a leste de Londrina). O objetivo da atividade, além de conseguir recursos para a manutenção da entidade, é de proporcionar aos alunos mais uma opção de iniciação para o trabalho.
A idéia de criar coelhos partiu do assessor comercial da Apae, Genésio Gomes da Silva, após ter constatado que dois galpões da entidade estavam ociosos. ‘‘Conversei com um amigo meu (Jeferson Avevedo) que cria coelhos e ele concordou em nos ajudar.’’
Genésio Gomes explica que a Apae cedeu as instalações e, em troca, ganha parte dos lucros com a venda de carne e pele dos coelhos. Atualmente, são 50 coelhos que fazem parte da criação e alguns quilos de carne já estão sendo mercializados em alguns locais de Londrina. O abate dos animais é feito em um frigorífico da região.
Como os animais se reproduzem rapidamente, a expectativa, segundo o assessor da Apae, é vender cerca de 200 quilos de carne a cada 45 dias. Para comercializar a pele de coelho, ele revela que está buscando orientação junto à Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
A diretora da Apae, Ireny Sorge Nascimento, observa que esta nova atividade proporcionará a alguns alunos o aprendizado de mais uma profissão. Desde quarta-feira passada, todas os 80 alunos que fazem parte das turmas profissionalizantes estão visitando o galpão onde os coelhos são criados.
Helga Sanches, que trata dos animais, explica que serão selecionados dois alunos para ajudar nas tarefas. ‘‘Tem que gostar dos animais e ter habilidade no manejo’’, observa. Além de cuidar dos coelhos, os alunos aprenderão também a fabricar o humus, com o esterco. O produto também será comercializado.
A Apae de Ibiporã completa 30 anos em julho próximo. Atualmente, são 220 alunos de um a 50 anos de idade atendidos na entidade. Até os 12 anos, os alunos desenvolvem várias atividades na parte educacional. Dos 13 aos 15 anos, eles recebem noções de iniciação para o trabalho.
A partir dos 16 anos, os estudantes participam de alguma das atividades profissionalizantes. Aprender a fazer jogos pedagógicos, trabalhos na gráfica e o cultivo de plantas fazem parte dos cursos profissionalizantes. A diretora da Apae explica que, a exemplo do ano passado, deverão ser feitos acordos com empresas para que os alunos possam fazer estágios no mercado de trabalho.
Os interessados em adquirir ou comercializar carne de coelho podem entrar em contato com Genésio Gomes, pelo fone (043) 325-8514.

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