Criação da RML só depende de Lerner
Criação da RML só depende de Lerner
Com o projeto sancionado, Londrina será a primeira cidade do interior a encabeçar um região metropolitana que não inclui capital
Adriana Ribeiro
O projeto de lei que prevê a criação da Região Metropolitana de Londrina (RML) já chegou ao Palácio Iguaçu, onde será avaliado pelo governador Jaime Lerner. O documento já foi encaminhado à Secretaria Estadual de Planejamento
e Coordenação Geral, em Curitiba.
Seguindo a tramitação normal, o projeto passará ainda por outras secretarias envolvidas no processo, que deverão emitir pareceres para servir de base para a decisão do governador. Lerner tem até o dia 18 para assinar o projeto.
Com a aprovação, o projeto se transformará em lei. É o que deverá acontecer, já que, anteriormente, Lerner disse que vai sancioná-lo. Com isso, Londrina passará a encabeçar a primeira região metropolitana do País que não inclui uma capital.
O diretor da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, Luiz Hayakawa, diz que a criação da RML não será importante apenas para a região onde ela estará localizada, mas também para Curitiba. A idéia está dentro da política do governo, que pretende ter um desenvolvimento equilibrado no Estado, explicou. O fundamental, segundo ele, é que poderá haver uma integração entre as duas regiões metropolitanas para investimentos.
A RML congrega, com Londrina, os municípios de Cambé, Jataizinho, Ibiporã, Rolândia e Tamarana, beneficiando cerca de 700 mil pessoas, na avaliação de Hayakawa. Inicialmente, a população não cumpre um dos quesitos necessários para a criação de uma região metropolitana, que é a existência de uma população de pelo menos um milhão de habitantes.
Mas isso não é o mais importante, segundo o diretor da Comec. Para ele, Londrina está no caminho certo, prevendo um crescimento que será garantido por ações do governo, que demonstra interesse pela cidade. Um exemplo são os investimentos que estão sendo levados para Londrina, principalmente no setor industrial, disse Hayakawa.
O diretor da Comec comentou que o ideal é que o desenvolvimento do Norte do Estado não fique restrito apenas à RML, como também em outros municípios vizinhos. Uma opção seria uma integração com Maringá, que já vem pensando em criar sua região metropolitana. Isso evitaria uma polarização de Londrina, que pode apresentar um crescimento mais rápido do que se prevê.





