O vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Paraná (CRF-PR), Valmir de Santi, garantiu na sexta-feira, em Curitiba, que o controle existente sobre as atividades dos farmacêuticos que atuam no Estado impossibilita que esses profissionais mantenham dupla função em horários coincidentes. ‘‘Com isso, é impossível que o problema constatado em Brasília esteja acontecendo aqui’’, disse. Na capital federal, 30 técnicos da Vigilância Sanitária foram demitidos por trabalharem paralelamente em farmácias e laboratórios.
De Santi explicou que toda vez que um farmacêutico solicita a responsabilidade técnica de um estabelecimento, ele deve informar se tem outra atividade. ‘‘Por causa da punição, que pode ser de advertência até suspensão, esses profissionais acabam não mentindo’’, disse. No caso de haver outra atividade, o CRF analisa as cargas horárias, para depois emitir a licença. Se o farmacêutico informa que atua na VS, o processo é indeferido imediatamente. Segundo o vice-presidente, ‘‘é impossível um profissionais ser fiscal do que fiscaliza’’.
O CRF também checa se o nome do farmacêutico não consta da lista de funcionários da Secretaria Estadual da Saúde, que possui um quadro mais estável. Já a controle dos profissionais que atuam nos 399 municípios do Estado não é feito por meio de listagem. Neste caso o trabalho acontece durante as fiscalizações rotineiras que controlam toda a atividade. A ausência do farmacêutico responsável em seu horário de trabalho na farmácia ou distribuidora pode ser uma evidência da dupla função, o que é analisado pelo Conselho.Arquivo FolhaFarinhaFloriano de Lima mostra foto do pai, o aposentado Teodoro de Lima, que consumiu o Androcur do lote falso e morreu em CuritibaAdriana Ribeiro

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