Crescimento verificado na universidade
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de janeiro de 1999
Agência Folha 
O crescimento do interesse pelas especializações profissionalizantes é uma tendência verificada nas universidades e já está refletindo no ritmo de abertura dessa modalidade de cursos.
Na USP (Universidade de São Paulo), funcionam cerca de 70 cursos de especialização. Desses, entre 15% e 20% foram abertos em 98. A pós-graduação acadêmica cresceu de 7% a 8% no mesmo período - são 209 programas.
Na Unesp (Universidade Estadual Paulista) o quadro é semelhante: em 98, foram abertos 36 novos cursos de especialização contra 13 acadêmicos. A procura pelas especializações está relacionada ao mercado de trabalho, cada vez mais exigente e competitivo.
Essa situação reflete, por sua vez, no público dos cursos composto, em geral, por profissionais que já trabalham, mas que querem melhorar a qualificação, avalia o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da Unesp, Fernando Mendes Pereira.
É uma demanda direcionada, principalmente nas áreas de economia e engenharia, diz Hector Terenzi, pró-reitor de Pós-Graduação da USP.
Alguns desses cursos são oferecidos em parceria com instituições e entidades, desde que elas comprovem ter profissionais qualificados e infra-estrutura para ministrar os cursos.
Embora trate-se de uma demanda específica com finalidade de melhorar a qualificação de um profissional, o vínculo com a universidade pode garantir um diferencial importante.
A vivência acadêmica é uma complementação importante para a formação profissional, afirma o pró-reitor Fernando Pereira, da Unesp. (M.A.)


