Crescimento no número de casos assusta delegado
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de novembro de 1996
Da Sucursal 
A Delegacia Antitóxicos de Curitiba confirma o crescimento do consumo do crack na cidade, nos últimos seis meses. O delegado Vinícius Martins disse que foi surpreendido pela grande frequência da droga quando assumiu a delegacia, há um mês. Acredito que o uso do crack esteja se alastrando pela facilidade de produção desta droga, explica.
No último mês, a delegacia apreendeu dez gramas de crack, contra cem de cocaína e sete quilos de maconha. Estas duas continuam sendo as drogas mais apreendidas, explicou. Desde o começo do ano, a delegacia apreendeu 30 quilos de maconha e 400 gramas de cocaína.
Ele disse que o consumo de crack, apesar de estar aumentando, ainda não coloca a droga entre as mais consumidas. Os usuários do crack estão mais concentrados nas classes de baixo poder aquisitivo, explicou.
Na opinião da administradora da Clínica Nova Esperança, Aracelis Copedê Filha, o álcool continua sendo a droga mais consumida, além de ser a que causa mais internamentos e a responsável pelo maior número de mortes. Ela explicou que 15% da população já teve ou ainda terá problemas com o álcool. Além disto, o álcool funciona como porta de entrada para outras drogas, disse ela.


