A Delegacia Antitóxicos de Curitiba confirma o crescimento do consumo do crack na cidade, nos últimos seis meses. O delegado Vinícius Martins disse que foi surpreendido pela grande frequência da droga quando assumiu a delegacia, há um mês. ‘‘Acredito que o uso do crack esteja se alastrando pela facilidade de produção desta droga’’, explica.
No último mês, a delegacia apreendeu dez gramas de crack, contra cem de cocaína e sete quilos de maconha. ‘‘Estas duas continuam sendo as drogas mais apreendidas’’, explicou. Desde o começo do ano, a delegacia apreendeu 30 quilos de maconha e 400 gramas de cocaína.
Ele disse que o consumo de crack, apesar de estar aumentando, ainda não coloca a droga entre as mais consumidas. ‘‘Os usuários do crack estão mais concentrados nas classes de baixo poder aquisitivo’’, explicou.
Na opinião da administradora da Clínica Nova Esperança, Aracelis Copedê Filha, o álcool continua sendo a droga mais consumida, além de ser a que causa mais internamentos e a responsável pelo maior número de mortes. Ela explicou que 15% da população já teve ou ainda terá problemas com o álcool. ‘‘Além disto, o álcool funciona como porta de entrada para outras drogas’’, disse ela.

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