Crescimento econômico traz
de volta os ‘filhos pródigos’
Atraídos pela retomada do crescimento econômico, antigos moradores de Capanema, que haviam migrado após a crise gerada pelo fechamento da Estrada do Colono, estão retornando à cidade. Ainda não há um levantamento sobre os números desse fenômeno.
O empresário Manoel Berticelli, 34 anos, retornou há quatro meses. Em 95, ele fechou a loja de materiais de construção que mantinha há anos por não conseguir vender tijolos e cimento em uma cidade que atravessava um êxodo populacional. Migrou, com a família, para o Paraguai, onde conseguiu emprego como gerente de churrascaria em Coronel Oviedo (130 quilômetros a oeste de Assunção).
Decidiu voltar depois que cruzou a Estrada do Colono em uma viagem de passeio a Capanema. ‘‘A reabertura trouxe o movimento de volta à cidade’’, constatou. ‘‘A auto-estima da população também voltou.’’
Há dois meses, Berticelli juntou os R$ 20 mil que havia economizado no Paraguai e montou a padaria Companhia do Pão, no mesmo prédio, pertencente a sua família, em que funcionara a loja de materiais de construção falida. O ramo foi escolhido com base em uma pesquisa do Sebrae, que constatou falta de panificadoras na cidade. Hoje, Berticelli tem dois concorrentes na cidade – um dos estabelecimentos foi aberto há quatro meses –, mas garante estar satisfeito.
Para Alaor Jacer Dreher, 39 anos, presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Capanema (Aciac), Berticelli reflete uma situação que se repete com dezenas de famílias do município. Há dois anos, a associação tinha 50 filiados. Hoje atinge 90 e a meta de Dreher é chegar a 150 sócios.
A prefeitura já trabalha com uma projeção de 20 mil moradores até o próximo recenseamento, em 2001. Hoje, de acordo com o censo de 96, Capanema tem 18,5 mil habitantes. (V.D.)