Crescimento divide a população da emergente S.J. dos Pinhais
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de janeiro de 1997
Da Sucursal 
Pasini: perspectivas em S.J. Pinhais
Entre os milhares de imigrantes que apostaram na Região Metropolitana de Curitiba como o novo Eldorado econômico do Paraná, encontram-se histórias que misturam esperança e perplexidade diante das transformações rápidas provocadas pelo migração intensa e crescimento econômico. E é nas ruas de São José dos Pinhais que as mudanças que atingem a região podem ser percebidas mais facilmente. Afinal, até o final do milênio a cidade se tornará o segundo pólo automotivo do País, com a instalação das montadoras Renault e Audi.
O crescimento acelerado divide a população: enquanto a maioria aplaude, alguns se mostram preocupados com o ritmo e os efeitos que uma explosão populacional pode provocar na região. Para o comerciante Valdomiro Pasini, que investiu cerca de R$ 60 mil para abrir uma lanchonete na Avenida Rui Barbosa em São José dos Pinhais, o aumento da população significou a garantia de sucesso para seu negócio. Há dois anos você podia estacionar em qualque lugar nessa rua. Hoje é difícil encontrar uma vaga, conta ele.
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O camelô João Bezerra Sobrinho, que trocou um emprego de segurança no Hospital das Clínicas da UFPR por uma banquinha de relógios no calçadão da Rua XV de Novembro em São José dos Pinhais, também comemora o aumento no movimento provocado pelo crescimento da cidade. Melhorou mesmo do ano passado pra cá, diz ele, que credita o aumento nas venda à estabilidade da moeda e chega a faturar R$ 600,00 por mês trabalhando como camelô.
O comerciário Paulo Boss, que trabalha no Shopping Kennedy Onassis, loja de roupas usadas importadas instalada há um ano a poucos metros do Aeroporto Internacional Afonso Pena, demonstra preocupação com os rumos tomados pelo desenvolvimento na região. Todo dia vejo gente de fora chegando atrás de emprego, e a cidade parece cada vez mais descuidada, diz. (I.S.)


