Curitiba - A Secretaria de Educação de Curitiba está preocupada com o aumento no número de atos de vandalismo contra as escolas do município. Do começo do ano até agora, foram registrados 56 casos de depredação de estabelecimentos escolares, o que representa um aumento de 25% em relação ao ano passado inteiro, quando aconteceram 70 ocorrências.
Duas escolas do bairro Portão, região sul de Curitiba, foram alvo de vândalos no último final de semana. A Escola Municipal Moradia do Ribeirão, onde estudam 625 alunos, teve cerca de 130 vidros quebrados a pedradas. Já Escola Municipal Dario Velozo, que tem 907 alunos, teve uma das portas arrombadas e um videocassete roubado.
De acordo com o superintendente técnico da Secretaria Municipal de Educação, Jacir Bombonato Machado, a região do Portão é a que lidera o número de registros de depredação, seguida do Pinheirinho e Boqueirão. A prefeitura, segundo ele, não tem um levantamento do prejuízo financeiro que o vandalismo representa para os cofres públicos, pois o município paga, mensalmente, de R$ 78 mil a R$ 80 mil para uma empresa de segurança se encarregar do sistema de vigilância monitorada das 156 escolas municipais.
Além da segurança, a empresa responde pelos reparos e substituição de equipamentos furtados. ‘‘Se não precisássemos gastar esse dinheiro com segurança, poderíamos investir muito mais na compra de equipamentos para as escolas’’, lamentou.
As aulas nas duas escolas depredadas este final de semana serão normais, informou o superintendente. Até que se restabeleça a segurança das instalações, a empresa manterá vigilância 24 horas.
Com o aumento na incidência dos atos de vandalismo contra as escolas, revelou Bombonato, a secretaria está estudando a viabilidade de implantar, para o segundo semestre letivo, sistema de monitoramento por vídeo em alguns estabelecimentos. Outra proposta é descentralizar a segurança – contratando uma empresa para cada região – para agilizar o atendimento às ocorrências, reduzindo para menos de 10 minutos o tempo de deslocamento das equipes de vigilantes.
O Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) não tem um levantamento separado dos gastos que o Estado tem com as depredações de prédios escolares. No entanto, está previsto para este ano o repasse de R$ 9 milhões – do programa Fundo Rotativo – para as 2.135 escolas da rede estadual aplicarem na manutenção, reparo e compra de equipamentos.

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