Crescem assinaturas contra usina
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sexta-feira, 20 de abril de 2001
Valmir DenardinDe Curitiba 
Entidades ambientalistas de Araucária (Região Metropolita de Curitiba) já obtiveram cerca de 10 mil assinaturas de moradores contrários à instalação, no município, de uma usina termelétrica movida a resíduos de asfalto e de óleo combustível industrial. As entidades consideram o empreendimento muito poluente.
Com o início das obras previsto para junho, a usina Conversão de Fertilizantes e Energia do Paraná (Cofepar) é um empreendimento conjunto entre Petrobras, Ultrafertil e a empresa norte-americana Public Service Enterprise Group (PSEG). A entrada em operação está prevista para 2003. A termelétrica deverá ter capacidade de gerar 650 megawatts de energia elétrica, suficiente para atender uma população de até 1 milhão de pessoas.
A termelétrica utilizaria principalmente resíduos da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da indústria de fertilizantes, ambas já instaladas em Araucária. O município é considerado o mais poluído do Paraná.
A Cofepar vai gerar apenas 50 empregos, ainda assim para técnicos especializados, mas vai lançar no ar aproximadamente 44,4 toneladas de poluentes por dia, compara Lidia Lucaski, presidente da Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária (Amar). Além disso, o Paraná não vai consumir a energia gerada, porque é superavitário nessa área, completa.
Hoje, o Fórum contra a Poluição de Araucária realiza um seminário com técnicos para discutir a instalação da termelétrica. O evento será realizado entre as 8 horas e as 18 horas, no salão da Igreja Matriz (Rua Julio Szymanski, número 20). A participação é gratuita. O abaixo-assinado, que está sendo realizado em uma barraca na Praça da Matriz, vai até 3 de maio. Nesse dia, ele será apresentado durante uma audiência pública que debaterá o empreendimento.


