Cresceu o número de assaltos a agências bancárias nos municípios da região de Londrina. Levantamento feito pelo Sindicato dos Bancários mostra que em 97 aconteceram 15 assaltos a agências nos 25 municípios da área de abrangência da entidade, enquanto em 96 foram sete ocorrências, representando um aumento superior a 100%.
Este número não contempla os assaltos ocorridos no Município de Londrina, que acabou tendo uma diminuição. Em 96 foram 25 e em 97 aconteceram 19 assaltos. O diretor do Sindicato dos Bancários, Paulo Roberto de Lima, atribui a queda no índice de assaltos à instalação de portas com dispositivo eletrônico de segurança.
Só no ano passado foram instalados este tipo de equipamento em 21 agências, somando agora 38 estabelecimentos com portas de segurança na Cidade. Nos outros municípios da região de Londrina há apenas seis agências com o equipamento.
Paulo de Lima lembra que agências com portas eletrônicas não foram assaltadas no ano passado em Londrina. ‘‘O equipamento dificulta a ação dos assaltantes’’, comenta o diretor do sindicato. Em Londrina há 52 agências bancárias e 40 postos avançados.
Segundo ele, a região mais crítica no ano passado, em relação a assaltos bancários, foi a proximidade da avenida Bandeirantes (área central). Paulo de Lima cita a agência do Bradesco da avenida Duque de Caxias, assaltada quatro vezes no ano passado e que agora conta com porta de segurança. ‘‘Foi a primeira porta de segurança instalada pelo Bradesco no interior do Paranᒒ, comenta.
O diretor sindical cobra dos bancos o cumprimento da lei municipal nº 5.681/94, que torna obrigatória a instalação de portas de segurança nas agências bancárias.
Ele reclama também da desebediência à lei estadual nº 11.562/96, que obriga a instalação de sistema de filmagem e monitoramento permanente dentro dos caixas eletrônicos, além de manter um vigilante durante o período de funcionamento.
Paulo de Lima pede que a população cobre a instalação das portas de segurança nos estabelecimentos e não veja o equipamento como um transtorno. ‘‘Queremos que a população se conscientize de que se trata de segurança.’’
Entre as ocorrências na região de Londrina, no ano passado, o assalto a banco mais violento foi o do posto de atendimento do Banestado no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no final de maio.
Durante o assalto ao posto bancário da Universidade, o policial militar Marcos da Silva Freire, 29 anos, que reforçava a guarda do estabelecimento, morreu após ser atingido na cabeça por um tiro de escopeta. Outras duas pessoas foram baleadas no mesmo assalto. A Banestado do campus não possuía porta de segurança.
(Adriana De Cunto)

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