Amanhã é Dia Mundial de Luta contra a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). Em Londrina, apesar do aumento no índice de soropositividade do ano passado para cá, há muito o que se comemorar.
Das 81 crianças expostas ao HIV por transmissão vertical (na hora do parto ou por meio de amamentação), no período entre 2001 e 2005, apenas três foram infectadas, ''demonstrando a eficácia da profilaxia no pré-natal, parto e na criança após o nascimento'', declara a enfermeira Rosângela Alvanhan, coordenadora do Programa Municipal DST/Aids,
Nos últimos dois anos, o índice de soropositividade do município caiu mais que a metade, partindo de 4,5% em 2004 para 1,31% em 2005. Entretanto, até setembro deste ano, 1,56% das pessoas que realizaram teste de sorologia para o HIV no município obtiveram resultados positivos.
Desde que o primeiro caso da doença foi diagnosticado em Londrina, em 1985, outros 1.659 casos foram notificados em pessoas residentes na cidade. Deste total, 603 pacientes já foram a óbito, a maioria antes de 1996, quando foi implantada a terapia anti-retroviral pelo Ministério da Saúde, a qual cotribuiu para o aumento da sobrevida e da qualidade de vida das pessoas que convivem com o vírus.
Segundo Rosângela, em 2002, as ações de vigilância epidemiológica foram municipalizadas, proporcionando tratamento com medicamentos anti-retrovirais a 651 pessoas, entre elas 25 crianças menores de 13 anos. Entre 2000 e 2005, Londrina apresentou ainda 784 casos de Aids, sendo 480 envolvendo pessoas do sexo masculino e 304 do sexo feminino.
A transmissão sexual continua a ser a principal causa de disseminação do vírus, especialmente entre heterossexuais.''Isso decorre, certamente, do entendimento equivocado e insuficiente acerca das medidas preventivas por essa parcela da população'', explica Rosângela.
Nos últimos cinco anos, o maior número de casos da doença envolveram pessoas com idades entre 30 e 39 anos. Diferente do que ocorreu na região Leste e na Zona Rural de Londrina, onde jovens com idade entre 20 e 29 anos foram mais infectados.
Segundo Rosângela, desde o início da epidemia, na década de 1980, ocorreram 21 casos de Aids em adolescentes da faixa etária entre 14 e 19 anos, ''o que denota clara necessidade de ampliar o trabalho de prevenção junto a esta parcela da população.''
Nos últimos dois anos, as donas-de-casa têm liderado os diagnósticos de infecção pelo vírus, seguidas por empregados em residências e hotéis, pedreiros, comerciantes e outros trabalhadores.
Entre 2000 e 2006, em média, 1.409 pessoas/ano realizaram sorologia para o HIV: 692 homens e 712 mulheres, com uma frequência média anual de 2,2% soropositivas. Os anos de maior frequência foram, respectivamente, 2004 (4,5), 2002 (2,86) e 2000 (1,92). Quanto ao sexo, observa-se maior frequência de soropositividade nos homens, exceto nos anos de 2002 e 2003.
Dados do programa municipal DST/Aids apontam ainda que a média anual de óbitos por Aids em Londrina nos últimos cinco anos é de 31,34 mortes.''A grande maioria são homens caucasianos'', conclui Rosângela Alvanhan.

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