O número de assaltos a residências, com violência contra as famílias, está aumentando em Londrina. Pelo menos um roubo do tipo é registrado por semana, segundo a Polícia Civil. Um dos mais inusitados aconteceu anteontem, quando quatro homens armados e encapuzados entraram em uma residência às margens do Lago Igapó 1, caminhando sobre a terra que assoreou o lago.
Segundo o delegado Márcio Amaro, esse foi um roubo atípico, já que os ladrões aproveitaram uma situação temporária para invadir a casa. ‘‘O que a gente tem observado é que as pessoas deixam as portas e portões abertos e os ladrões se aproveitam disso. É muito difícil os elementos tocarem a campanhia para tentar render alguém’’, disse.
De acordo com o delegado, o crescimento no número de assaltos a residências registrados nos últimos tempos é consequência do próprio desenvolvimento da cidade. ‘‘Apesar de Londrina já ser uma cidade de grande porte, as pessoas ainda mantêm hábitos de cidade pequena’’, explicou. Para o delegado, a maioria dos assaltos poderia ser prevenido se os moradores tomassem cuidados básicos, como manter sempre portas e portões trancados mesmo que tenha gente em casa. ‘‘Não basta ter todo um aparato de segurança, como alarmes e cercas elétricas, se o básico não é feito’’, afirmou.
Segundo ele, em um grande número de assaltos, um dos moradores é rendido quando está chegando com seu veículo na residência. ‘‘Isso poderia ser evitado se a pessoa tomasse o cuidado de observar movimentação e veículos estranhos nos arredores’’, afirmou. Amaro recomenda que o morador dê uma volta no quarteirão antes de abrir o portão da garagem. ‘‘Se ver algo que desperte suspeitas, dê mais uma volta e acione o 190’’, disse.
Para o delegado, o latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido na semana passada, em frente ao Terminal Urbano, na Rua Benjamin Constant, poderia ter sido evitado se o motorista do Gol da empresa de transporte de valores e o policial militar que fazia a segurança tivessem tomado esse cuidado. ‘‘Eles disseram que já tinham percebido que estavam sendo seguidos. Se tivessem acionado a PM poderiam ter evitado a morte de uma pessoa’’, apontou.
Na opinião de Amaro, é possível que a quadrilha que assaltou a casa do Igapó tivesse informações ‘‘de dentro’’, já que nenhuma porta foi arrombada e os ladrões sabiam exatamente quem estava na casa e o que procurar. ‘‘Infelizmente, isso também é comum. Pessoas sem referências são contratadas para efetuar algum tipo de serviço e elas acabam passando informações. Por isso é bom checar. Se for contratar o serviço de pedreiro, por exemplo, é preciso não só as referências dele como de seus ajudantes’’, afirmou.

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