Segundo dados do Departamento de Trânsito (Detran), o número da frota de motocicletas em Londrina cresce num índice estimado em quase 13% ao ano, bem maior que o de carros, estimado em 7%. Junto com esse crescimento, aumentam também o número de acidentes e de vítimas fatais. No ano passado, 40% das mortes em decorrência de acidentes de trânsito eram de condutores de motos.
A cidade espelha uma realidade e uma preocupação nacional recentemente, durante o ''Seminário Internacional sobre Políticas para Melhorar a Segurança no Trânsito na América Latina e Caribe'', o especialista em trânsito da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte, apontou que o aumento do número de mortes no trânsito das cidades se deve à má conduta dos motociclistas nas ruas.
Segundo o assessor técnico da diretoria de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, Cezar Cassis, a alta velocidade e a falta de respeito à sinalização estão entre as principais causas de acidentes de trânsito na cidade. Mas o fato é que, se a imprudência é encontrada tanto entre motoristas de carros quanto de motocicletas, estes últimos saem obviamente prejudicados no caso de um acidente. ''Os motociclistas estão num veículo muito mais vulnerável e as consequências para eles são muito mais graves, o efeito é muito mais brutal'', enfatizou Cassis.
De acordo com dados da CMTU, além dos motociclistas, pedestres (26,1%), ciclistas (16,9%) e passageiros de motos (7,8%) estiveram entre as maiores vítimas de acidentes de trânsito no ano passado. Condutores e passageiros de auto representaram, cada um, 4,6% das vítimas.
Em Londrina, segundo informações da CMTU, a frota de motos era de 32.973 veículos em junho do ano passado. Neste ano, a frota já passou para 37.231 motos. Da mesma maneira o número de acidentes aumentou. Foram 137 acidentes envolvendo motociclistas em junho deste ano, com seis vítimas fatais, enquanto em junho do ano passado foram 103 acidentes com motos e sete vítimas fatais.
''Esse crescimento é muito alto e preocupante. Hoje ficou muito fácil comprar uma moto, seja através de consórcios ou por causa das prestações mais baixas'', disse Cassis. A informação é confirmada pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) que aponta que, por 15 anos consecutivos, o aumento da produção desse tipo de veículo vem sendo de 10% a 15%.

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