O número de famílias que ocupam a área de cinco alqueires na Gleba Ribeirão Cafezal (zona oeste de Londrina) vem aumentando. Todos os dias, segundo os invasores, aparece uma família nova que começa a erguer um barraco de lona de plástico. A área, pertencente a uma loteadora, começou a ser invadida no dia 14 deste mês.
A área ocupada faz divisa com o Conjunto João Turquino (assentamento da prefeitura para onde são levadas as famílias que invadiram terrenos na cidade) e fica próximo também ao Jardim Olímpico. Muitas das famílias que ocupam a área vêm destes dois bairros.
É o caso da dona de casa Cleide Alves de Almeida, que começou ontem a erguer um barraco de lona, acompanhada de dois filhos pequenos - de 8 anos e 1 ano e sete meses. ‘‘Moro no quintal da casa da minha irmã, no Olímpico e não dá mais para ficar lᒒ, justifica. ‘‘Vi que as famílias estavam vindo para cá e resolvi também participar da invasão’’.
A dona de casa argumenta que o marido está desempregado e não tem condições de pagar aluguel, daí a decisão de invadir o terreno. Ela diz não temer ser expulsa do local. ‘‘Se quiserem tirar a gente daqui, a prefeitura vai ter que arranjar outro lugar. A gente não está aqui porque quer, mas porque precisa’’, afirma.
Já Andréia Aparecida dos Santos morava na casa da sogra, no conjunto Avelino Vieira (zona oeste). ‘‘Não dava para ficar mais lá, a gente brigava muito’’, afirma. Ela, o companheiro Valdemir de Fraga e o filho Maicol, de dois anos, invadiram o terreno há cerca de uma semana. ‘‘Todo dia vejo famílias vindo para cᒒ, observa. Ontem, havia cerca de 150 famílias ocupando o terreno.
A loteadora Brasil Paraná, proprietária do terreno, aguarda para esta semana uma resposta do Tribunal de Alçada do Paraná. Na sexta-feira passada, a loteadora entrou com um recurso junto ao Tribunal na tentativa de derrubar a decisão do juiz da 7ª Vara Cível de Londrina, José Cichocki Neto. O juiz indeferiu liminar pedida pela loteadora para reintegração de posse da área.

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