O 2º Distrito Policial de Londrina, localizado em uma área residencial na zona leste da cidade, estava ontem com 82 homens e 21 mulheres, num total de 103 presos, número bem acima da capacidade, que seria de 64. Há dois meses, quando a Casa de Custódia foi inaugurada com a capacidade máxima, de 320 presos, o secretário de Segurança Pública, José Tavares, garantiu que os distritos estariam desocupados de vez. Apenas dois investigadores são responsáveis para cuidar dos 103 presos no 2º DP.
As tentativas de fuga no distrito são constantes e as celas apresentam inúmeros sinais dos remendos feitos por pedreiros. A insegurança entre os policiais que atuam no local é grande, principalmente à noite, sem guarda externa. Depois que a reportagem da Folha denunciou, há cerca de duas semanas, a superlotação do distrito e flagrou um funcionário municipal cuidando da guarita, em cima do telhado, chegou uma ordem superior ao local disponibilizando outro investigador para trabalhar na carceragem.
O juiz da Vara de Execuções Penais, Roberto do Valle, na época da inauguração da Casa de Custódia, afirmou que o local não solucionaria o problema da superlotação dos distritos. Segundo ele, em seis meses as delegacias estariam lotadas novamente. O juiz está em férias e a Folha não conseguiu repercutir com ele a superlotação do 2º DP.
De acordo com o presidente do Sindicato de Policiais Civis, Ademilson Alves Batista, Londrina dispõe de cerca de 15 delegados e 28 escrivães. Dos 70 investigadores contratados, apenas 20 estão atuando na função. Para o sindicalista, uma cidade como Londrina, com uma população de 500 mil pessoas, necessitaria de 250 policiais. A região norte, que tem registrado constantes tiroteios desde o início deste ano, conta com apenas um distrito, um delegado e dois escrivães. ‘‘O único investigador que fica lá tem que entregar intimações’’, afirmou.

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