Cresce infestação do mosquito da dengue
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Reportagem Local 
O último Levantamento de Índice Rápido do Aedes (Lira), divulgado ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, mostra que aumentou o número de focos do mosquito da dengue em Londrina. A pesquisa, realizada entre os dias 7 e 11 deste mês, registrou um índice de 1,3% de presença do Aedes aegypti, o transmissor da dengue e também da febre amarela. Esse é o primeiro levantamento realizado na cidade este ano. Em 2007, foram feitas quatro pesquisas: uma em abril, que registrou um índice de 1,1%; outro em julho, que apontou 0,2%; o terceiro realizado em setembro, com 0,1%; e o último foi em novembro, com registro de 0,5%.
Os agentes da Secretaria de Saúde inspecionaram 8.573 imóveis da cidade, o que representa cerca de 5% do total. Foi encontrada maior incidência do inseto em recipientes plásticos, garrafas e latas, 33% do total, seguidos de vasos de plantas, com 32,5% de atuação do mosquito. A maior incidência do mosquito foi encontrada em bairros da Zona Leste.
De acordo com o diretor de Saúde Ambiental da Secretaria, Mauricio Barros, a partir de agora o combate à proliferação do mosquito deve ser intensificado. ''Vamos direcionar a prevenção e o controle aos locais que apresentaram maior índice. A Secretaria vai contatar lideranças dos bairros que compõem os segmentos, como associações de moradores, conselhos, pastorais e igreja, com o objetivo de organizar mutirões nas áreas de risco'', ressaltou. Essas ações devem ser iniciadas ainda esta semana.
Barros ressaltou que a Sanepar também vai ajudar a combater a dengue. ''A Secretaria vai usufruir dos serviços dos funcionários da Companhia, que visitam mais de 160 mil imóveis por mês, para conferir o consumo de água das residências. A partir desta semana, eles também vão ajudar no controle da doença, distribuindo panfletos e ajudando a conscientizar os moradores'', afirmou.
A última ação, conforme Barros, é a realização de uma reunião com todas as igrejas, para que a Secretaria apresente o resultado do Lira e discuta junto às lideranças melhores meios de intensificar a prevenção e o combate a dengue dentro dos próprios templos.
Outra mudança será no sistema de ''bloqueio'', realizado pelas unidades básicas de sa© úde (UBS) que apresentam notificações sobre a dengue. Barros explicou que o bloqueio era feito por um funcionário, que passava o fumacê em torno de 400 metros do local onde foi registrado o caso da doença, visando acabar com os focos do mosquito. O diretor de Saúde Ambiental disse que a partir de amanhã, a aplicação do fumacê, que antes era feita por um funcionário num perímetro de 400 metros do local onde a doença havia sido registrada, será feita por um caminhão, que vai otimizar o serviço, dando mais qualidade e agilidade. ''O veículo vai poder percorrer cerca de 600 quarteirões, passando o fumacê em aproximadamente 18 mil imóveis, se precisar'', explicou.


