A cidade de Londrina enfrenta um surto da virose ocasionada pelo rotavírus, cujos principais sintomas são a diarréia, febre alta e vômitos. As maiores vítimas da doença são as crianças, que se contaminam através da manipulação de toalhas e copos infectados nas creches e escolas. A transmissão do vírus acontece por via fecal/oral, evidenciando a necessidade de lavar bem as mãos após usar o sanitário.
No Pronto Atendimento Infantil (PAI), a incidência da virose aumentou de 15% para 35% nos últimos dois meses. De acordo com Jonílson Favareto, diretor clínico da instituição, os números ainda não caracterizam uma epidemia, mas exigem maiores cuidados por parte dos pais e responsáveis pela higiene das crianças.
Apesar de não ser grave, a doença necessita de tratamento criterioso para evitar a desidratação. ‘‘Não existe remédio para o rotavírus, ele é eliminado naturalmente pelo organismo após sete a dez dias. Porém, é preciso ministrar o soro caseiro para manter a criança hidratada’’, explica Favareto.
Ele também alerta para os perigos da auto-medicação. ‘‘As mães não devem dar remédios antidiarreicos para os filhos, pois é através da diarréia que a doença se cura. Ao interromper esse processo, aumenta-se o risco de infecções e dificulta-se o diagnóstico. A Organização Mundial de Saúde orienta o tratamento apenas com soro caseiro’’, ensina.
Durante a tarde de ontem, entre os 11 leitos ocupados no setor de observação do PAI, três acomodavam crianças portadoras do rotavírus. Rosângela Félix, mãe do pequeno Bruno, conta que o menino começou a vomitar pela manhã. ‘‘Tentei dar o soro caseiro mas ele não aceitou, por isso voltei ao PAI’’, diz.
Silvana Rodrigues, mãe de Isabela, enfrenta o mesmo drama. ‘‘Minha filha tem diarréia e vômito desde sexta-feira, é a segunda vez que a trago ao PAI para tomar soro. É minha primeira filha, fiquei muito preocupada’’, desabafa.
As crianças infectadas não devem frequentar escolas ou creches para evitar a disseminação da doença, afirma o médico.

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