O roubo de carros aumentou 40,9%, o arrombamento em estabelecimentos comerciais (para furto) 22,1% e os assaltos 17,1% em Cascavel, no comparativo entre os meses de janeiro a agosto deste ano e o mesmo período de 1999. Estes e outros índices, obtidos ontem no 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar), justificam a preocupação da população com relação à segurança.
Nos oito primeiros meses do ano passado foram roubados 144 carros, e este ano 203. Os estabelecimentos comerciais arrombados em 99 foram 244 e este ano, 298. Os assaltos passaram de 298 em 99 para 349 este ano. Também houve crescimento (13,5%) nos registros de lesões corporais e dos arrombamentos a residências (7,5%). O número de homicídios aumentou 7,69%. A estatística da PM só considera mortes no local do crime. Somando-se vítimas que morreram em hospitais ou outros locais, em oito meses, foram registrados 51 homicídios na cidade.
As prisões e apreensões de menores diminuíram 43,78%, passando respectivamente de 1.731 para 973, e de 648 para 380 (41,35%). A estatística indica ainda que houve aumento (8%) no número de armas apreendidas, redução (52,21%) de ocorrências envolvendo drogas, e redução do número de estupros (50%).
O tenente-coronel Amauri de Lima, comandante do 6º BPM, disse que o reduzido número de policiais da unidade dificulta a ação contra o crime. No início dos anos 80, quando Cascavel tinha aproximadamente 140 mil habitantes, havia 420 policiais militares na cidade. Hoje, com quase o dobro da população, o efetivo está reduzido para 236 homens.
O prefeito Salazar Barreiros (PPB) considera ‘‘extremamente delicada’’ a falta de efetivo no 6º BPM. Segundo ele, os policiais ‘‘têm feito esforço até sobre-humano’’ para tentar conter a criminalidade, inclusive ‘‘dobrando turnos de serviço’’. Salazar relata ter ‘‘feito todas as cobranças possíveis’’ ao governo do Estado, para aumento do número de policiais. ‘‘Até agora não obtivemos este comprometimento’’.
O prefeito entende que lideranças comunitárias e políticos locais devem se mobilizar ‘‘para sensibilizar o governo a rever sua política para a segurança pública’’. A falta de efetivo também afeta a Polícia Civil. A 15ª Subdivisão Policial tem apenas 20 investigadores e escrivães. Outros 40 devem ser designados em breve para a cidade.

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