Vem crescendo o consumo de drogas entre jovens na faixa etária entre 10 a 15 anos. Segundo o Centro Antitóxico de Prevenção e Educação (Cape), entidade vinculada à Delegacia Antitóxicos de Curitiba, o aumento pode ser relacionado à facilidade em adquirir entorpecentes, que hoje estariam próximos das escolas e locais de lazer. No ano passado, o centro constatou que houve um incremento de 177,56% no consumo nessa faixa etária, com especial preferência pela maconha e crack. Neste ano, mesmo sem ter fechado os dados, a coordenadora do Cape, psicóloga Marly Duleba, admite que a tendência é de crescimento.
Marly explica que o aumento é justificável por não ter havido medidas de grande impacto capazes de reverter a curva de crescimento. No ano passado, passaram pela delegacia 300 jovens nessa faixa etária e, em 1996, eram 168 os envolvidos.
Para ela, falta uma política de prevenção mais agressiva, junto aos jovens e às famílias. ‘‘Basicamente, a discussão aberta sobre entorpecente não está acontecendo na mesma proporção do acesso a ele’’, ressalta. Ela conta que o consumo afeta linearmente todas as faixas sociais e econômicas de Curitiba.

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