Maigue Gueths
Com o inverno, é inevitável as pessoas fecharem portas e janelas e permanecerem aglomeradas em ambientes sem nenhuma ventilação. Isto acontece nos ônibus, nas salas de aula, nos ambientes de trabalho e até mesmo nas casas. O resultado deste hábito é o aumento do número de pessoas doentes, principalmente por infecções das vias respiratórias e por vírus transmitidos pelas vias aéreas.
‘‘Nesta época aumenta o número de doentes e também as complicações, em especial a pneumonia’’, diz o médico Donizeti Dimer Geanberardino Filho, diretor clínico de um dos maiores hospitais de atendimento infantil em Curitiba, o Hospital Pequeno Príncipe. De maio para cá, o número de consultas e internamentos no hospital aumentou 30%, sendo a maioria para atendimento de problemas das vias respiratórias. Dos 400 atendimentos diários feitos pelo Pronto Atendimento Pediátrico, 300 são de complicações nas vias aéreas.
Os mais atingidos são os bebês com menos de um ano e os idosos, que têm imunidade menor. Segundo o médico, ‘‘tudo o que se transmite por gotículas aéreas, como as viroses tipo gripes e resfriados, assim como as doenças causadas pelo estreptococos e pneumococos, as infecções bacterianas como a amigdalite, faringite, otite e sinusite aumentam nesta época do ano’’. Para prevenir, ele recomenda evitar os ambientes confinados e as mudanças bruscas de temperatura, além de duas medidas capazes de aumentar a resistência física: boa alimentação e bom tempo de repouso.
É necessário tomar cuidado, ainda, com outras doenças mais comuns nesta época, como a escarlatina e o rotavírus, que são complicações de doenças típicas do inverno, como a infecção de garganta e da gripe. Segundo Geanberardino, o número de casos de escarlatina está normal, mas houve um aumento do rotavírus em abril e maio. A Secretaria de Estado da Saúde também não sabe precisar o número de casos.

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