Cresce a criminalidade em Maringá
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 05 de fevereiro de 2003
Marta Medeiros<br> Equipe da Folha 
Maringá O aumento nas ocorrências de furto de veículos e de arrombamentos em casas está preocupando a população de Maringá. Apesar de a cidade não ostentar o título de violenta - no ano passado foram registrados 15 homicídios -, algumas estatíticas quase dobraram em 2002, em relação a 2001. Em janeiro deste ano, 62 veículos foram furtados enquanto que no mesmo período do ano passado a Polícia Civil registrou apenas 38 destes casos. O número de arrombamentos e furtos em residências foi maior em dezembro de 2002, com 138 registros pela Polícia Militar, em comparação a 2001, quando ocorreram 85 casos.
Também o número geral de ocorrências (furto, roubo, arrombamento, estelionato, entre outros crimes) da Polícia Civil chama a atenção. Em janeiro de 2002 foram 572 registros e no mesmo período deste ano, 912 ocorrências. Se o índice de aumento for constante, a polícia corre o risco de concluir uma estatística alarmante e até dobrar o número do ano passado quando o registro geral de ocorrências foi de 7.514 casos na 9 Subdivisão Policial de Maringá (9 SDP).
A população mais vulnerável está nos bairros da periferia, onde famílias de trabalhadores deixam as casas sozinhas durante o dia. O tenente Ideval de Oliveira, do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), diz que o aumento de casos de furtos e arrombamentos está ligado ao uso de drogas. Segundo Oliveira, a polícia verifica um aumento na mesma proporção de casos envolvendo o tráfico, com apreensão de drogas e prisão de traficantes, aumentam as estatísticas de ocorrências de furtos em casas e de veículos.
O tenente afirma que a maioria dos casos de arrombamentos e furtos envolve adolescentes infratores. No ano passado, a Polícia Militar apreendeu 300 menores. Conforme Oliveira, os adolescentes e também maiores furtam casas em busca de aparelhos eletrônicos para venda e posterior consumo de drogas. ''O furto de um vídeo rende algumas pedras de crack'', diz o tenente.
Para ele, os adolescentes ainda não estão pagando pelos delitos que cometem. ''A punição deveria ser mais rígida, mas também os pais e o Estado não devem abandoná-los'', afirma o tenente.


