Ana Carolina Sacoman
Especial para a Folha
De Maringá
O número de doadores voluntários de medula óssea que procuram o Banco de Doadores na Universidade Estadual de Maringá (UEM) aumentou em 20% este ano. Atualmente, 2,8 mil pessoas estão cadastradas, o que ainda é insuficiente para a demanda. Segundo a professora Sueli Donizete Borelli, coordenadora do banco, a proporção de compatibilidade neste tipo de transplante é de uma para 50 mil pessoas. ‘‘Como estamos longe destes números, é mais complicado achar alguém compatível’’, diz.
Segundo do Paraná - o outro fica em Curitiba -, o banco funciona desde 1995, mas nenhum doador potencial foi encontrado. Sueli Borelli explica que o alto número de incompatibilidade deve-se à mistura étnica do País. ‘‘Depois da família, o grupo étnico é onde a possibilidade de transplante é maior. Mas no Brasil, a mistura de raças dificulta’’.
A medula óssea é um tecido orgânico em constante regeneração. Ela é responsável pela formação das células sanguíneas e está localizada nos ossos longos, como o esterno, fêmur e o osso da bacia. ‘‘É bom diferenciar da medula espinhal porque muitas pessoas acabam confundindo’’, explica Sueli.
Para ser doador, deve-se observar os mesmos requisitos dos doadores de sangue. Ter entre 18 e 55 anos e estar em bom estado de saúde. Na UEM, será coletada uma amostra de sangue para a verificação da tipagem HLA, que identifica as semelhanças com receptores. Caso haja um paciente compatível, a pessoa cadastrada será novamente chamada para testes de comprovação mais complexos. O transplante de medula óssea pode salvar pacientes que possuem leucemia, anemia aplástica e outras doenças fatais.

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