As informações técnicas sobre o urutau são raras, mas sua presença no folclore brasileiro contribui para justificar o interesse da família Serman em seu novo vizinho.
Segundo algumas crenças populares, as penas e a pele do urutau seriam milagrosas. Há uma lenda sertaneja que conta que uma mulher teria pedido a uma feiticeira para transformá-la em pássaro para poder procurar seu amor. Ele teria se apaixonado por ela, mas fugido depois de descobrir sua feiúra. Convertida em ave feia e desajeitada, ela não encontrou seu amado e passou a soltar um grito triste, que parece dizer ''foi, foi, foi'' todas as noites. Por isso, urutau também é chamado de Mãe da Lua.
Existe ainda uma lenda indígena, na qual o urutau também é uma mulher, uma índia guarani chamada Nheambiú. Ela apaixonou-se pelo bravo guerreiro Cuimbaé, mas havia um problema: ele era um inimigo tupi, por isso seus pais proibiram que eles se relacionassem. De tanto sofrer, um dia Nheambiú desapareceu na floresta, e, quando foi encontrada, estava muda e paralisada. O pajé da tribo disse que ela só voltaria a falar se tivesse uma grande dor. Por isso, disseram que Cuimbaé havia sido morto. Então, todos os índios que ali estavam foram transformados em árvores secas, e Nheambiú virou o urutau, que noite após noite voaria sobre aquelas árvores chorando a perda do seu grande amor. (A.I.)

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