Vivian de Albuquerque
A partir de novembro deste ano deverá estar funcionando, na região metropolitana de Curitiba, o primeiro crematório do Paraná. Os investimentos para trazer a nova forma de ritual fúnebre já chegam a R$ 700 mil. Apesar do alto custo, a idéia da funerária responsável pela obra é justamente a de baratear os enterros e, ao mesmo tempo, ajudar a resolver um antigo problema da cidade: a falta de vagas nos cemitérios.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, nos quatro cemitérios municipais, existem hoje 43,5 mil túmulos. Na lista de espera por uma vaga estão 4 mil nomes de famílias que não têm condições de comprar um lote num cemitério particular. Esta situação deve favorecer ainda mais o sucesso do sistema de cremação. ‘‘É tudo muito simples’’, explica Edson Cooper, proprietário da Funerária Vaticano. ‘‘A pessoa realiza o velório da forma tradicional, numa capela de Curitiba, ou na do próprio crematório e depois acompanha a cremação que leva cerca de duas horas. Quando o processo acaba a família pode levar as cinzas para onde quiser’’, diz.
O crematório está sendo construído em Campina Grande do Sul e segundo Cooper vai contar com algumas novidades. ‘‘Nossa cremação incluirá uma seleção de músicas gregorianas, e um show de luzes e gelo sêco’’, explica Cooper. ‘‘Enquanto a urna mortuária é cremada, o nome da pessoa falecida é escrito com laser na fumaça, num novo tipo de ritual fúnebre’’. Todo o processo custará R$ 550,00.
Para poder instalar o forno, que deve chegar dos Estados Unidos, nos próximos dias, a funerária teve que responder a vários questionários e passar por uma demorada fase de testes feitos pelo IAP, o Instituto Ambiental do Paraná.‘‘Eles analisaram desde os filtros que serão usados, até que gases poderão ser emitidos com a cremação’’, esclarece Cooper.
O processo todo, incluindo o moderno ritual, deverá girar em torno dos R$ 550,00

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