Paulo Pegoraro
De Cascavel
Famílias que foram transferidas pela Copel das margens do Rio Iguaçu na construção do reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias estão consolidando atividades produtivas, passados apenas três anos de ocupação das novas terras que lhes foram destinadas. As 600 famílias contam com apoio de programas da Copel e de outras entidades e conseguiram financiamento de R$ 1,4 milhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).
Representantes do banco já levantaram informações de campo sobre o estágio e necessidades dos reassentamentos – distribuídos em vários municípios do Oeste/Sudoeste do Estado, a maior parte deles em Cascavel –, o que facilita a liberação do empréstimo. O dinheiro do BNDES será repassado à Cooperativa de Crédito Rural com Interação Solidária de Cascavel (Cresol), constituída a partir da Comissão Regional dos Atingidos por Barragens do Iguaçu (Crabi), e envolve convênio com a central estadual das cooperativas do sistema Cresol.
Segundo o presidente da Cresol/Cascavel, Hélio Bruning, os R$ 1,4 milhão vão ser ‘‘pulverizados para atender o maior número possível de famílias’’. Entre os projetos que serão contemplados estão o de produção de frango caipira e ovos, gado leiteiro, beneficiamento de cana-de-açúcar, aquisição de equipamentos agrícolas de tração mecânica e animal, preparo e recuperação de solo. A Crabi estimula a diversificação das atividades nos reassentamentos, ampliando as possibilidades de renda das famílias.
Hélio Bruning relata que para contemplar ‘‘adequadamente’’ todos os projetos seriam necessários R$ 3,5 milhões, ‘‘por isso temos que dar prioridade aos de maior viabilidade e facilidade de execução’’. O economista da área social do BNDES, João Renildo Gonçalves, que visitou reassentamentos, diz ter ficado ‘‘entusiasmado com o empenho e capacidade das famílias’’. O banco acena com a possibilidade de apoiar os reassentados para produção de alimentos sem agrotóxicos.

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