Curitiba Até o início da tarde de ontem havia cerca de 500 vagas sobrando nas 30 creches municipais de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). As informações são da prefeitura da cidade, que realizou as matrículas ontem. Pais de crianças de zero a seis anos estavam desde a última quarta-feira acampados em frente às creches para garantir uma vaga. Apesar das filas, as matrículas foram feitas com tranquilidade e rapidez.
De acordo com dados da prefeitura, havia 4,2 mil vagas disponíveis para uma demanda prevista de cerca de 7,5 mil alunos. Mas nem todas as vagas foram preenchidas. O número final de vagas remanescentes será divulgado hoje, porém esses lugares só vão poder ser ocupados no início do ano letivo em 2005 por causa da mundança na gestão municipal.
''Não temos como prorrogar o prazo de matrícula porque precisamos deixar a secretaria organizada para o próximo prefeito e vamos começar a fazer isso agora. Mas as vagas que sobraram vão continuar disponíveis e quando começar as aulas os pais vão poder matricular os filhos'', explicou a diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação, Iara Singer Varela. ''As pessoas podiam ter ido com mais calma'', completou. Na última sexta-feira Iara havia criticado os pais por formarem filas, argumentando que ''se o brasileiro tivesse educação para isso, chegaria lá só no dia 6 (ontem).''
Cerca de 50 pessoas entraram na fila no dia 1º, quando os cartazes com o número de vagas disponíveis foram afixados nas creches. Alguns pais chegaram a montar barracas improvisadas para passar a noite. Na última sexta-feira Iara afirmou que não seria viável dar senha aos pais porque quem chegasse na creche no dia 6 e formasse fila, sem saber da existência da senha, teria que ser atendido mesmo antes dos pais que receberam senha.
Era necessário também que uma pessoa ficasse na fila para cada criança que fosse ser matriculada. Essa exigência a diretora justificou alegando que qualquer pessoa que chegasse na fila contaria o número de pessoas e poderia ir embora caso a quantidade de pais já suprisse o número de vagas.

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