Pouco mais de 7,9 mil estudantes passaram pelo ensino básico da rede municipal de Londrina em 2011. As crianças de até cinco anos foram atendidas em 11 centros municipais de educação infantil (CMEIS) e 67 filantrópicas (CEIS). Atualmente, a maioria está fechada por conta das férias.
O recesso escolar dura em média 45 dias (iniciado dia 19 de dezembro e término previsto para 2 de fevereiro) e representa sérios transtornos aos pais. Muitos não têm onde deixar os filhos e enfrentam dificuldades para continuar trabalhando ou pagar alguém para cuidar das crianças.
Esse é o caso de Claudete Castorino de Oliveira, que tem um filho que completará três anos em breve. Maximiliano é um dos alunos da CMEI Imaculada Conceição, no Jardim União da Vitória (Zona Sul) e durante o recesso passa boa parte do tempo com a vizinha. A mãe é auxiliar de serviços gerais e o pai, autônomo. O casal está divorciado e ambos trabalham em horário comercial. ''O Max fica das 8 às 17 horas com a vizinha, que recebe R$ 200 por mês para cuidar dele'', disse.
Os pais dividem as despesas e os gastos pesam no orçamento de Claudete Oliveira. ''Os R$ 100 representam minhas contas de água e luz juntas'', revelou. ''Acho um absurdo recesso de 45 dias. Para mim, deveria ser de 15 dias. Será que eles pensam nos pais das crianças nesse período?'', criticou.
No último ano, um projeto de lei (167/2011) que determinava o funcionamento das creches municipais e filantrópicas durante as férias tramitou na Câmara Municipal. A matéria não chegou a ser votada e foi retirada de pauta para mudanças no texto. ''Não seria um ensino regular, mas tipo uma colônia de férias'', disse Joel Garcia (PP), autor do projeto, que deve reapresentar a proposta em fevereiro, no início do ano legislativo.
A secretaria de Educação não tem estudo que trata sobre o funcionamento esporádico das creches. Uma hipótese levantada agora pode trazer mudanças no ano que vem. ''Nós temos que obedecer a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que não permite funcionamento durante o recesso escolar. Vamos estudar com a equipe de planejamento alguma forma de fazer colônia de férias para atender essa demanda reprimida. Esse estudo deve começar em fevereiro e mudanças seriam válidas para 2013'', explicou a secretária de Educação, Karin Sabec.

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