Warren NabucoDemanda altaNa creche Padre Boaventura são atendidas 70 crianças, enquanto a necessidade da região é para 150: projeto do novo prédio está orçado em R$ 35 milA creche Padre Boaventura, do conjunto São Lourenço (zona sul), está precisando de um prédio próprio para atender as crianças da região em condições adequadas. Desde que foi implantada, há cinco anos, a creche funciona precariamente no barracão do centro comunitário do bairro. Atualmente são atendidas 70 crianças de 2 a 6 anos. Por falta de um berçário, as menores de dois anos não podem ser recebidas.
Cansada de aguardar soluções do poder público, a direção da Padre Boaventura resolveu apelar à iniciativa privada. No domingo, às 15 horas, a direção da creche faz uma reunião para discutir o quê e como fazer, e espera contar com a participação de empresários interessados em colaborar. O projeto do novo prédio, segundo a coordenadora da creche, Maria Helena Verillo Micali, prometido pela administração passada, está orçado em R$ 35 mil. ‘‘Se conseguirmos uns 30 empresários vai ficar pouco para cada um. Será que assim não daria para construirmos?’’, sugere. ‘‘Se ficarmos esperando vai passar mais os quatro anos do Belinati e não sai a creche.’’
Além da falta do berçário, a adaptação do centro comunitário como creche apresenta outros problemas. Apesar de amplo, o espaço não tem divisões e as crianças têm atividades todas juntas. ‘‘O ideal seria dividi-las em grupos’’, ressalta Maria Helena. Outra dificuldade é o calor do prédio coberto com telhas do tipo eternit. O problema mais grave é a impossibilidade em atender a demanda nas atuais condições - o prédio não tem nem mesmo as patentes adequadas para crianças. Segundo Maria Helena, a necessidade da região é para 150 crianças.
A creche Marabá, no jardim Mairá (zona leste), também está em dificuldades. A creche, que hoje atende 110 crianças de zero a seis anos, precisa de ampliações. A reforma mais urgente é para o berçário que hoje está superlotado com as 58 crianças. Outras 20 crianças de até dois anos esperam um vaga, além das 30 com idades entre dois e seis anos que também estão na fila de espera. O espaço já está com a cobertura pronta, faltando apenas erguer as paredes e fazer o banheiro.
‘‘Já pedimos várias vezes para a Prefeitura, dizem que vão fazer mas não fazem nada’’, diz a atendente da creche, Aparecida Lourdes da Silva. Segundo ela, desde que foi inaugurada, em 89, a creche Marabá sobrevive com dificuldades e agora está precisando até mesmo de fraudas - de pano ou descartável. Os técnicos e a secretária de Ação Social, Marisa Goettel, não foram localizados pela Folha. Segundo uma funcionária, eles participavam de um encontro sobre estratégias da secretaria e não poderiam ser interrompidos.
Serviço - Interessados em colaborar com a creche Marabá devem enviar as doações para a rua Ananás, 96 (próxima à pracinha do bairro). A creche Padre Boaventura fica na rua Antonio Silveira Santos, 92, conjunto São Lourenço.

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