As duas interventoras que passaram a administrar a Creche localizada no Conjunto Ernani Moura Lima, zona leste de Londrina, vão mobilizar a comunidade em busca de recursos para que a instituição tenha condições de funcionamento. A creche, segundo uma das interventoras, Silvia Maria de Melo Gonçalves, possui poucos móveis e a maioria deles está danificado. Quase todos os colchões estão mofados e sem condições de uso. Além disso, ela relatou que o prédio precisa de uma reforma nos sistemas hidráulico e elétrico.
Silvia e Josefina Santos Vieira da Silva foram nomeadas pelo Ministério Público (MP), no dia 21 de dezembro do ano passado, atendendo a um pedido da Secretaria de Ação Social. A secretaria, por sua vez, recebeu orientação da Auditoria da prefeitura, que constatou irregularidades que teriam sido praticadas pela antiga direção da creche. Desde que assumiram a entidade, as interventoras regularizam o pagamento dos funcionários que estavam atrasados desde novembro.
Apenas nesta semana elas conseguiram abrir uma conta no banco para o repasse das verbas. Para isso elas utilizaram um documento preparado pela promotoria, pois toda a documentação da creche está com o antigo diretor da Associação de Pais e Mães do Conjunto Ernani Moura Lima, Reobevaldo Porto. Mesmo diante de tantas dificuldades, elas esperam colocar a creche em funcionamento nos próximos dois meses. Silvia disse ainda que estarão orientando a comunidade na escolha da nova direção da creche.
O auditor do município, Oswaldo Lima, investiga a utilização das verbas de R$ 14,8 mil dos meses de janeiro a abril e de R$ 11.285,00 dos meses de setembro e outubro. Segundo Lima, diversas irregularidades foram constatadas entre elas estão holerites assinadas por uma mesma pessoa, ausência das guias de recolhimento do INSS dos funcionários e compras acima da capacidade de consumo da creche.
Lima quer avaliar ainda as prestações de contas dos últimos cinco anos da associação. O auditor já solicitou o material para o antigo diretor que ainda não deu resposta. Ele teria justificado que estaria preparando a sua defesa.
Caso os documentos não sejam entregues nos próximos dias, Lima deverá entrar com um pedido na justiça. O auditor investiga também irregularidades no pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários da creche. Ele já solicitou informações à Caixa Econômica Federal.
Porto foi procurado por diversas vezes pela reportagem da Folha, mas ele não atendeu as ligações.

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