A Creche Municipal Maria Doná Ferraz, no Conjunto João Paulino Filho, em Maringá, foi interditada parcialmente ontem, e deverá passar por obras de reforço na laje do refeitório. O teto desceu 5 centímetros, preocupando a direção do estabelecimento. Ontem à tarde, engenheiros da construtora responsável pela construção do prédio iniciaram o teste de carga para detectar se há problemas na estrutura física.
O resultado do teste será divulgado hoje. Para identificar se a envergadura apresenta riscos, a laje é sobrecarregada com sacos de cal. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, o engenheiro Carlos Eduardo Schwabe, a laje foi construída para suportar uma certa mobilidade dentro de uma determinada largura. ‘‘Se a mobilidade for maior do que o nível permitido de acordo com normas técnicas, haverá necessidade de um reforço em vigas’’, explicou.
Independentemente do resultado do teste, de acordo com a presidente da Fundação de Desenvolvimento Social, Márcia Socreppa, serão construídos dois pilares de reforço. ‘‘Não vou colocar em risco a vida de crianças e a creche só vai voltar a funcionar quando estiverem concluídos os reforços necessários de sustentação da laje’’, disse. A estimativa é que a obra - tanto de reforço como a construção dos pilares - seja concluída em 30 dias. A partir de segunda-feira, a creche vai funcionar com apenas 90 crianças. A capacidade do estabelecimento é para 180 crianças.
‘‘Não vamos tornar a creche em um depósito de crianças amontoadas. Por isso a direção já iniciou uma triagem junto às mães, identificando aquelas que trabalham e que realmente não têm com quem deixar a criança’’, disse Márcia. Ela não quis revelar o nome da construtora responsável pela construção da creche, que funciona há oito anos. ‘‘A construtora, apesar de já ter ultrapassado o prazo de carência de cinco anos, se comprometeu a fazer o reforço, caso seja necessário’’, garantiu.Marcos NegriniProblemas no tetoEngenheiro Romie Rocha Noritake faz medidas na laje da crecheLucinéia Parra

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