Creas atuará na prevenção da violência
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segunda-feira, 14 de maio de 2012
Fernanda Carreira <br> Reportagem Local 
Capacitar professores da rede municipal para atuarem na identificação de casos de violência infanto-juvenil, envolver as famílias dos alunos realizando palestras e ainda desenvolver atividades lúdicas que permitam aos estudantes relatar situações em violência familiar sem identificá-los. É com base nessas três frentes de trabalho que o Centro de Referência Especializado em Assistência Social IV (Creas IV) começa a atuar em Londrina neste mês.
O novo Centro funcionará, juntamente com o Creas III, ao lado do Centro de Economia Solidária, na Avenida Rio de Janeiro (Área Central) e seu principal diferencial em relação às demais unidades será a atuação preventiva, segundo a secretária municipal de Assistência Social, Jaqueline Micali.
''Diferentemente dos demais Creas que atuam nos casos de violência já diagnosticadas, o Creas IV visa a prevenção, prioritariamente. Nosso objetivo é contribuir para o fortalecimento da família no desempenho de suas funções protetivas e no treinamento de professores para a identificação de casos violência contra crianças e adolescentes, bem como do uso de substâncias psicoativas'', destacou a secretária, detalhando que o público-alvo do trabalho são as 32 mil crianças, de 5 a 10 anos, matriculadas nas escolas municipais de Londrina.
De acordo com Jaqueline, o trabalho começará ser colocado em prática durante esta semana, com o funcionamento do programa ''Afeto: apoio familiar e educativo contra toda violência infantojuvenil'', lançado ontem durante o início as atividades da Semana de Combate à Violência contra Criança e Adolescente. A equipe que realizará os trabalhos conta com duas assistentes sociais, uma psicóloga, uma psicopedagoga e dois auxiliares educacionais.
Os trabalhos terão início nas escolas municipais da Zona Sul, onde haverá capacitação teórica e troca de experiências. Os estudantes terão informações através de atividades lúdicas como a ''caixa de segredos'', em que os alunos podem relatar situações de violência que tiverem conhecimento.
Já nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Jaqueline explicou que os profissionais serão orientados a realizar trabalhos em rede, no sentido de desenvolver atividades protetivas e direcionar os serviços oferecidos pela rede aos pacientes que sofreram algum tipo de violência infanto-juvenil.


