Um relatório de fiscalização apresentado pelo escritório regional do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), aponta várias irregularidades existentes na BR-467, que liga Cascavel a Toledo. O relatório, elaborado pelo engenheiro civil José Luzo de Souza Fernandes, apresenta a necessidade de se duplicar a rodovia, considerada estratégica não apenas para a região, mas para todo o Estado do Paraná e de Mato Grosso do Sul, por sua atuação como corredor de exportação.
Segundo o gerente regional do Crea em Cascavel, Israel Ferreira de Melo, a duplicação é necessária devido ao grande fluxo de veículos que passam todos os dias nos 45 Km de estrada. Ele acrescenta que dados da Polícia Rodoviária apontam para um número de 7 mil veículos trafegando por dia na BR-467. ‘‘O fluxo médio de veículos em horários de pico chega a 600’’, explica.
Para embasar a necessidade de duplicação da rodovia, o engenheiro utilizou o número de acidentes registrados nos últimos cinco anos. Desde 1997 até abril de 2001, foram registrados 630 acidentes, com 483 feridos e 73 vítimas fatais.
O gerente do Crea-PR relata que em vários pontos da rodovia a sinalização está deficiente e os acostamentos chegam a ter mais de 40 centímetros de desnível em relação à pista. Ele observa que a última restauração na rodovia aconteceu em 1994, e que recentemente houve uma operação ‘‘tapa-buracos’’. Israel diz que alguns deputados federais da região estão sendo comunicados sobre a necessidade da duplicação apontada no relatório.
O engenheiro civil Vicente Veríssimo Júnior, chefe do escritório regional do Departamento Nacional de Estrada e Rodagem (DNER), discorda dos números dos números sobre o fluxo de veículos na rodovia. Ele garante que a média diária é de 4,6 mil veículos por dia na BR-467, e acrescenta que para se duplicar a média deveria ser de 8 mil por dia passando pela rodovia.

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