Crea fiscaliza clínicas da região
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) de Londrina está iniciando um trabalho inédito no Brasil, de fiscalização nos hospitais e clínicas médicas e odontológicas para verificar os contratos de manutenção e a existência de um profissional responsável pelos equipamentos eletro-eletrônicos, como prevê a lei. Ontem a equipe do Crea esteve pela segunda vez na Ultramed (Área Central), que trabalha com diagnóstico médico por imagem.
Em dezembro, quando os trabalhos foram iniciados, a clínica já havia sido visitada, mas alguns equipamentos estavam sendo utilizados em pacientes e não puderam ser vistoriados. Nesta segunda visita os fiscais centraram suas atenções nos aparelhos utilizados para exames de tomografia, ultrassom 3D e 4D e ressonância magnética. ''Não se trata de uma fiscalização punitiva, mas sim preventiva. Esta é uma área que lida com vidas humanas e precisa de muita atenção'', observou o gerente regional do Crea, Mário Ribas Blanski.
Ao todo, deverão ser visitados 87 clínicas e hospitais em Londrina, além de outros existentes nos 63 municípios que integram o escritório regional. ''Nossa preocupação é que exista sempre um engenheiro elétrico, eletrônico, mecatrônico, mecânico ou eletromecânico como responsável, dependendo do tipo de equipamento'', explicou Blanski, que acompanhou a vistoria junto com mais dois fiscais. Segundo o gerente do Crea, até agora foram ficalizadas apenas ''cinco ou seis'' clínicas porque logo depois do início dos trabalhos vieram os feriados de Natal e Ano Novo. ''Nenhum problema foi registrado'', afirmou.
Para o diretor da Ultramed, Mauro Takeda, a ação do Crea pode ser definida mais como orientação do que como fiscalização. ''Vejo a iniciativa com bons olhos, já que pode ajudar na melhoria das normas de segurança e do atendimento aos pacientes'', disse. Segundo Takeda, a Ultramed passa por vistorias constantes de órgãos como Vigilância Sanitária, Conselho Nacional de Energia Nuclear, Corpo de Bombeiros, e, de acordo com o médico, isto tem sido benéfico. ''A área de diagnóstico por imagem evolui constantemente, e isto exige que estejamos sempre nos adaptando, inclusive em relação aos padrões arquitetônicos.''


